As medidas econômicas, o comportamento diante da pandemia e as acusações do ministro Sérgio Moro, trouxeram desdobramentos que, de certa forma, mexe na base social de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). De acordo com dados da pesquisa Datafolha, divulgada ontem, há um ligeira oscilação no perfil dos apoiadores do presidente.

Em relação à pesquisa de quatro meses atrás – explicaram os diretores do instituto – Bolsonaro perdeu popularidade, principalmente, entre os que possuem renda familiar superior a cinco salários mínimos, sua maior base de apoio. Nesse segmento que corresponde apenas a 10% dos brasileiros, a aprovação do presidente caiu 11 pontos percentuais.

Por outro lado, entre quem tem renda de até dois salários mínimos (aproximadamente 60% dos entrevistados), a taxa de ótimo ou bom subiu oito pontos no mesmo período, grandeza idêntica à observada entre os trabalhadores autônomos e informais, com renda familiar de até três salários mínimos, habilitados a receber o auxílio emergencial liberado pelo governo. Ou seja, as medidas sócio-econômicas adotadas pelo governo tiveram percepção positiva nas classes menos favorecidas.

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