A estratégia do Palácio do Planalto é tentar ganhar tempo no Supremo Tribunal Federal (STF) enquanto tramita o inquérito que investiga as denúncias do ex-ministro da Justiça Sergio Moro.

Segundo Moro, o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir politicamente na Polícia Federal.

Com a abertura do inquérito, a ordem do governo é tentar prolongar ao máximo as investigações e construir, junto com os partidos do “Centrão”, uma base mínima de 200 deputados na Câmara, número capaz de barrar uma eventual denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR).

No núcleo palaciano, a avaliação é que, quanto mais tempo passar, menor será o desgaste político de Bolsonaro, causado pelas acusações feitas por Moro.

Mesmo assim, há reconhecimento interno sobre uma questão fora de controle: as provas que podem ser apresentadas pelo ex-ministro.

Base na Câmara

Justamente, por isso, a avaliação é de que será preciso formar uma bancada governista na Câmara para evitar um revés político.

Um líder do “Centrão” fez questão de ressaltar ao blog que, em 2017, o então presidente Michel Temer conseguiu arquivar na Câmara as duas denúncias da PGR.

Um movimento considerado importante por integrantes do “Centrão” foi a decisão de Bolsonaro de mudar o comando da Polícia Federal. Isso porque muitos parlamentares e dirigentes partidários temiam investigações em curso. Mesmo assim, essa legendas aguardam uma nova redistribuição de espaços no governo.

“O noivado já aconteceu. Agora só falta o casamento”, resumiu um deputado que integra o grupo.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

onze + 4 =