O secretário de Estado da Saúde, Geraldo Medeiros, comentou, nesta terça-feira (28), que a Paraíba já está no pico de incidência de novos casos. Ele lembrou que em apenas 24h foram 90 novos casos.

“Este é o momento em que o pico de incidência de novos casos de coronavírus começa a atingir o máximo no estado, em 24 horas, no último boletim, foram 90 casos a mais, isso revela que nós temos que manter o ‘fique em casa’, a função da mensagem [enviada pelo secretário] é sensibilizar e conscientizar a população principalmente da Grande João Pessoa, diante desse grave problema. 78% dos casos são aqui e para que não tenhamos um colapso da rede pública hospitalar estadual, ou cenas como a de Manaus. A mensagem é para sensibilizar principalmente os que pregam nesse momento uma flexibilização que não é o momento ideal”, disse.

De acordo com Medeiros, a previsão é que esse pico, que começou desde 20 de abril, dure todo o mês de maio. “O pico começou a aumentar bastante não só por conta da testagem, mas também porque os casos e a circulação viral estão aumentando”, afirmou.

O secretário explicou que o pico “não é fulgás”, ele permanece por algum tempo e depende fundamentalmente de que as pessoas se conscientizem de ficar em casa e não produzir aglomerações, além de obedecer o isolamento domiciliar.

Pico no Brasil

O secretário lembrou que as projeções do pico na Paraíba são baseadas em estudos técnicos e que o Brasil tem dimensões continentais, por isso os picos não acontecem simultaneamente, mas em ondas. “Com certeza está chegando na Paraíba e o alerta é para que não nos tornemos uma Manaus, que vemos cenas chocantes na cidade. João Pessoa está com uma circulação viral altíssima. O objetivo maior é salvar vidas e o segmento econômico vem depois”, disse.

Hospital solidário começa a receber pacientes

Na semana passada havia uma ocupação de 18% dos leitos ocupados, nesta semana já tem entre 55% e 60%, com o aumento repentino, só ontem cinco pacientes deram entrada de uma vez na UTI Covid-19. De acordo com o secretário, o Clementino Fraga, hospital referência em João Pessoa, já começa a encher e, por precaução, a partir de 50% de ocupação dos leitos, as ondas são disparadas.”Essa semana foi a UTI Covid do Hospital Metropolitano”, explicou.

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