O governador João Azevêdo anunciou que a Paraíba receberá, no sábado (2), 30 dos 105 respiradores que foram comprados pelo governo estadual para o combate ao novo coronavírus. Com isso, o Estado terá mais 30 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para os pacientes infectados pela Covid-19. A informação foi divulgada pelo gestor em entrevista ao Rede Verdade, da TV Arapuan, nesta terça-feira (28). Os outros 75 respiradores devem chegar no dia 15 de maio.

Ele relatou a falta de apoio do Governo Federal. “A Paraíba é um estado que não recebeu nenhum leito de UTI ainda do Ministério da Saúde. Estamos comprando esses respiradores. Chegam no sábado 30 (respiradores). Serão 30 UTI’s que ficarão disponibilizadas para a população.”

Mas João Azevêdo alertou que não é possível aumentar, sem limites, o número de leitos para o combate ao coronavírus e pediu consciência da população. “Por maior o esforço que a gente faça de implantação de novas UTI’s, elas poderão ser absorvidas rapidamente se a população não entender a necessidade de manter o isolamento. É fundamental para que os leitos (de UTI) ocupados – que levam em média 14 dias de ocupação e mais sete dias de leitos de enfermaria, ou seja, um paciente leva 21 dias de internação até sair curado – que esse leito possa ser reutilizado, mas é preciso que haja um tempo.”

O governador relatou que há outros leitos a serem implantados, mas que, por falta de equipamentos, ainda não foram montados pelo Estado e pelas prefeituras de João Pessoa e Campina Grande. “Nós temos um plano de contingência, que prevê um determinado número de UTI’s a serem instaladas para o atendimento em toda a pandemia. Desses leitos, alguns ainda faltam ser implantados pelo Estado, alguns pela Prefeitura de João Pessoa, e outros por parte da Prefeitura de Campina Grande. É claro que isso se deve pela dificuldade que estamos tendo de adquirir o respiradores porque a concentração de produção desses respiradores ficou na China. Você importar hoje é uma verdadeira loucura em termos de processos. Mas estamos conseguindo através do Consórcio (Nordeste).”

O gestor argumentou que não há número de equipamentos e de pessoal suficiente para aumentar as vagas em hospitais se as pessoas continuarem a descumprir a quarentena. “Isso não garante, absolutamente, de que todos esse leitos que serão quase 400 disponíveis para (casos de) Covid-19, vão ficar respondendo à toda demanda da população se houver um grande número de contaminação. As pessoas precisam entender que é impossível abrir um número indefinido de leitos porque falta equipamento e falta pessoal para cuidar essas UTI’s. Então estamos ampliando hoje o número de UTI’s. Mas tem um limite. Não dá para aumentar o número de leitos de forma indefinida porque temos limite de pessoal e de equipamentos.”

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