A menos que aconteça algo de muito mais grave do que tudo que já temos visto, é muito pouco provável que o presidente Jair Messias Bolsonaro seja defenestrado do cargo. Esta é uma projeção razoável, pelo menos para os próximos meses.

Apesar de todos os seus crimes de responsabilidade, alguns dos quais, agora confirmados pelo outrora ídolo do “mito” e ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, a conjuntura do país, certamente, não permite que um terceiro impeachment em 28 anos. O último ocorreu há quatro anos.

Pandemia

O Brasil, apesar de todas as medidas já tomadas, começa a sofrer os efeitos da pandemia do coronavírus que afeta todo o planeta. Neste cenário, não parece nada prudente e nem sugestivo dar-se início a um processo de impeachment que, além de muito lento, traria mais consequências negativas a uma situação que já descamba para o caos.

O porquê…

Um processo de impeachment tem um caráter jurídico, mas, sobretudo, político. Inevitavelmente, nenhum processo dessa natureza logrará êxito sem o apoio e a cobrança da grande maioria da população do país. Não existe impeachment sem povo.

Desde já, percebemos uma certa insatisfação da população brasileira com o fato de que, a refrega entre Jair Bolsonaro e seu ex-líder e ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, suplantou um problema muito mais grave que é a pandemia.

O que o povo brasileiro tem assistido com notória indignação é que o Governo e o Congresso tenham se preocupado muito mais com a disputa entre Sérgio Moro e o presidente Jair Messias Bolsonaro, do que com a saúde do seu povo.

Além de a conjuntura ser imprópria para um processo de impeachment, o presidente Jair Bolsonaro já foi “incumbido” pela ala militar instalada no Palácio do Planalto a cuidar de sua base de sustentação política, sob pena de a situação chegar a tal ponto que o impeachment se torne inevitável e ele não tenha maioria suficiente para evitar um “tchau querido”!

Centrão

Desde domingo em que bolsonaristas fanáticos pinotavam na frente dos quartéis, trajados de verde e amarelo, que o sonho de Bolsonaro de dar uma autogolpe para se tornar um novo ditador latino-americano foi por água abaixo.

Despertados pela barulheira dos frenéticos alienados bolsonaristas, que o Brasil está apelidando de gado, os generais da ativa, imediatamente trataram de avisar ao capitão-presidente que não contasse com as Forças Armadas para o seu projeto tresloucado e impróprio para o momento da vida nacional.

Mais que isso, os generais alertaram Bolsonaro de que ele deveria tocar um governo de realizações e cuidasse de formar sua base sólida no Congresso Nacional.

Foi aí, então, que Jair Bolsonaro abdicou da ideia de fechar Congresso, fechar o Supremo e adotar atos de exceção como vinha planejando.

Descontrole

Por estes dias, o Brasil andou como um barco à deriva. Tanto assim que, ao dar de cara com um batalhão de jornalistas, o vice-presidente da República, general Mourão, ao ser perguntado em uníssono se estava tudo sob controle, Mourão – com notória ironia e um sorriso escorregando pelo canto da boca disparou: “Está tudo sob controle, mas não se sabe de quem…”

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