Presidente da República, Jair Bolsonaro

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), já tem em seu gabinete mais de 25 pedidos de abertura de processos de impeachment contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). O número deve aumentar ainda mais depois do pedido de demissão do agora ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que deixou o governo na última sexta-feira (24) fazendo algumas acusações contra o chefe do executivo nacional, como de interferência política na Polícia Federal e tentativa de acesso às investigações em curso na corporação.

O tema impeachment, porém, ainda é um tabu entre os parlamentares em Brasília. Na bancada paraibana, por exemplo, não há uma definição completa se é a favor ou contra. Deputados e senadores divergem sobre a possibilidade de um novo processo como este vir à tona no país, exatamente quatro anos após a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) ser alvo da cassação por meio da Câmara e Senado.

A reportagem do Portal MaisPB procurou fazer um panorama de como está o clima entre os paraibanos com mandato em Brasília: o momento do Brasil é propício para um impeachment? O assunto divide.

“O país não merece mais um impeachment. Na realidade sinto muita tristeza em ver que o que estamos passando. Isso está trazendo um prejuízo também muito grande para o que realmente deveríamos focar: a Covid-19”, argumenta um dos parlamentares.

“Ainda não há esse clima, as provas apresentadas ainda são leves”, pontua outro.

O deputado Pedro Cunha Lima (PSDB) não vê necessidade de impeachment, mas defende apuração dos atos. “Há clima para investigar e apurar. CPI, inquérito. Impeachment não”.

Por outro lado, há quem aponte que a cassação de mandato de Bolsonaro está a caminho.

“[O impeachment] é uma tendência. O presidente começa a cometer equívocos gravíssimos”, avalia.

O deputado Gervásio Maia (PSB), que é vice-líder da Oposição, se prepara para ainda nesta semana apresentar um pedido para abertura do processo juntamente com outros parlamentares do seu partido.

“Eu não imaginei que fosse assinar um processo de impeachment de um presidente. Mas ele [Bolsonaro] ultrapassou todos os limites. As acusações são muito grave”, analisa.

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