O dólar opera novamente em alta nesta sexta-feira (24), renovando máximas históricas de cotação nominal (sem considerar a inflação), com a tensão política em torno da exoneração do diretor-geral da Polícia Federal e expectativa do anúncio de saída do ministro da Justiça, Sérgio Moro, do governo.

Às 9h40, a moeda norte-americana era vendida a R$ 5,5677, em alta de 0,71%. Na máxima até o momento chegou a R$ 5,5837 – novo recorde intradia.

Na véspera, o dólar encerrou o dia em alta de 2,21%, a R$ 5,5285, novo recorde nominal de fechamento. Na máxima do dia durante os negócios, chegou R$ 5,5300. No mês, a moeda acumulou alta de 6,40%. No ano, a valorização é de 37,87%.

Em meio à disparada do dólar, o Banco Central anunciou para esta sexta-feira leilões de linha de dólar e de contratos de swap cambial para rolagem de vencimentos em ambos os instrumentos, com uma oferta total de US$ 3,5 bilhões.

Tensão política

Aliados do ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmaram que ele foi pego de surpresa com a publicação, no “Diário Oficial” desta sexta-feira (24), da exoneração do delegado Maurício Valeixo, agora ex-diretor-geral da Polícia Federal. De acordo com interlocutores do ministro, Moro não gostou da decisão do presidente Jair Bolsonaro e vai anunciar sua saída do governo em entrevista coletiva marcada para as 11h na sede do ministério.

 

Na véspera, os mercados financeiros no Brasil pioraram acentuadamente após notícia de que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, teria pedido demissão após decisão do presidente Jair Bolsonaro de trocar a diretoria-geral da Polícia Federal.

O mercado reagiu negativamente por entender que o movimento indica mais tensões políticas dentro do governo e pode acabar piorando a avaliação do próprio presidente. Moro está entre os ministros mais bem avaliados pela população.

No noticiário econômico, pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostrou que a confiança da indústria brasileira deve registrar uma queda histórica em abril. A prévia da sondagem do setor indica recuo de 39,5 pontos, para 58,0 pontos. Caso esse resultado se confirme, essa será a maior queda mensal da história do indicador, com o índice alcançando o menor valor da série.

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