O jornalista Plínio Almeida, da TV Cabo Branco, fez uma postagem em seu instagram relatando o episódio que aconteceu quando fazia uma entrada ao vivo. “Um cidadão que caminhava numa avenida do Bessa gritou bem na hora de uma entrada ao vivo em que eu estava com um entrevistado. Mas abordagens mais grosseiras ocorrem quase que diariamente com as nossas equipes”.

O jornalista disse que vai continuar com o seu trabalho de bem informar e mandou um recado para os incomodados: “Os que não gostam de determinado trabalho, façam bom proveito do controle remoto, democraticamente, como deve ser. Estaremos de pé, mesmo em dias difíceis, cumprindo nosso dever”.

Abaixo a sua publicação:

Amigos, estou bem! E vou ficar assim. Tenho recebido muitas ligações e mensagens de parentes, amigos e colegas jornalistas. Uns querendo saber o que aconteceu comigo. Outros, já sabendo, se solidarizam. É que em algumas manchetes com meu nome tem aparecido o termo “agressão”. Mas até aqui, apesar de completamente absurdas e repudiáveis, elas foram verbais. Não só comigo, mas contra as outras equipes de jornalismo da @tvcabobranco e em frases depreciativas à @redeglobo. De modo que, fisicamente, estamos preservados.

Um episódio ficou em evidência porque um cidadão que caminhava numa avenida do Bessa gritou bem na hora de uma entrada ao vivo em que eu estava com um entrevistado. Mas abordagens mais grosseiras ocorrem quase que diariamente com as nossas equipes.

Uma das definições do dicionário para a palavra “informação” diz que ela é a “reunião dos conhecimentos, dos dados sobre um determinado assunto”. O que um jornalista sério faz é reunir e checar as informações e repassá-las fielmente ao seu público. É meu trabalho diário há 12 anos! Atrapalhar, agredir, aviltar e achincalhar profissionais da Imprensa são traços de uma arbitrariedade que em nada tem a ver com os valores democráticos. E é crime, que será denunciado sempre que necessário a quem de direito. Ninguém pode fazer ou dizer o que quer movido por paixões políticas ou quaisquer que sejam.

Nos últimos anos temos sofrido esse tipo de agressão de apoiadores de vários espectros e extremos da nossa combalida e tantas vezes vergonhosa política. A eles todos digo que em mim não cabe ódio nem revide no mesmo tom. E talvez fale por muitos colegas quanto a isso, pois violência gera violência; da ignorância nasce mais incivilidade. “A vida por fora de nós é a imagem do que somos por dentro”, já disse Emmanuel.

Os que não gostam de determinado trabalho, façam bom proveito do controle remoto, democraticamente, como deve ser. Estaremos de pé, mesmo em dias difíceis, cumprindo nosso dever.

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