Informações de que o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un estaria internado em estado grave após ser submetido a uma cirurgia cardiovascular na semana passada passada começaram a circular na mídia mundial nesta segunda-feira (20). A informação publicada no jornal Estadão diz que a fonte é uma autoridade americana, que não se identificou, ao jornal Washington Post.

Por outro lado, um comunicado oficial do governo da Coreia do Sul desmentiu a declaração afirmando que o líder estaria “governando normalmente”. A declaração foi divulgada nesta terça-feira (21) e alega que o serviço de inteligência sul-coreano não detecta “nenhuma atividade diferente” em Pyongyang, Capital da Coreia do Norte, e que também não há nenhum relato sobre a saúde de Kim.

O Washington Post publicou que o funcionário, que pediu para não ser identificado, alegou que o governo Trump não tinha certeza se Kim Jong-Un estaria vivo ou morto.

CNN havia relatado anteriormente, citando um outro funcionário americano com “conhecimento direto do assunto’, que o ditador pode estar em “grave perigo” após a cirurgia. A Casa Branca se recusou a comentar a reportagem da TV.

Informações de dentro da Coreia do Norte são notoriamente difíceis de ser obtidas, especialmente em questões relacionadas à liderança do país, devido a um rígido controle das informações.

Daily NK, site especializado administrado principalmente por opositores do governos norte-coreano, citou fontes não identificadas dentro do país, que afirmaram que Kim estava se recuperando em uma casa de campo no condado de Hyangsan, no Monte Myohyang , na costa leste, depois de fazer uma cirurgia no dia 12 de abril em um hospital da região. A saúde de Kim se deteriorou nos últimos meses devido ao fumo intenso, obesidade e excesso de trabalho, disse o relatório do Daily NK.

Os sul-coreanos também lançaram dúvidas sobre Kim Jong-Un estar se recuperando de uma cirurgia na região do Monte Myohyang. Segundo a declaração oficial, divulgada pela sede do governo da Coreia do Sul, não há indícios de que o ditador norte-coreano esteja nesta parte do país.

“Meu entendimento é que ele estava lutando (com problemas cardiovasculares) desde agosto passado, mas piorou após repetidas visitas ao Monte Paektu”, disse uma fonte, referindo-se à montanha sagrada do país. Kim foi para o hospital depois de presidir uma reunião do Partido dos Trabalhadores no dia 11 de abril, quando foi visto pela última vez.

Ministério da Unificação afirmou na sexta-feira que era “inapropriado” especular sobre os motivos da ausência de Kim. O líder fez 17 aparições públicas este ano mencionadas na mídia estatal, disse o ministério. Esse ritmo está um pouco abaixo das 84 aparições públicas do ano passado.

Japão evitou comentar sobre o estado de saúde do ditador norte-coreano.

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