Mais de 30 sindicatos, associações e representantes da sociedade civil organizada emitiram, na última terça-feira (14), nota conjunta sobre a proposta da Prefeitura de Campina Grande de reabrir gradualmente o comércio local, em meio à pandemia do novo Coronavírus.

O grupo destaca o avanço dos casos de Covid-19 e a importância do isolamento social como uma das principais medidas de prevenção, referendando as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Confira a nota na íntegra:

NOTA SOBRE O COMBATE À PANDEMIA E PELA MANUTENÇÃO DE MEDIDAS DE ISOLAMENTO SOCIAL EM CAMPINA GRANDE

Diante da possibilidade de reabertura do comércio e do relaxamento do isolamento social em Campina Grande, nós, abaixo assinados, queremos manifestar que somos contra tal medida e reforçar, em nome da vida e da saúde pública, a necessidade de que se prolongue o isolamento social na nossa cidade, seguindo as recomendações da OMS.

Sabemos que a crise da Covid-19 agrava e aprofunda o problema econômico-social já existente e anterior à pandemia, com destaque para o desemprego e a falta da renda, pelo que somos a favor de que o Governo Federal, que possui os instrumentos necessários para garantir o apoio econômico aos brasileiros, às empresas e aos governos locais, assuma suas obrigações e responsabilidades e busque soluções para conter e superar a crise.

Cobramos a implementação urgente da Renda Básica como auxílio emergencial, o acesso amplo a EPIs, testagem em massa, ampliação do crédito para as micro, pequenas e médias empresas, renegociação das dívidas e ampliação de prazos de pagamentos, manutenção do emprego com contrapartida do governo, diminuição dos juros e a taxação das grandes fortunas.

Ao Governo Estadual e Municipal cabe a ampliação do número de leitos hospitalares, a capacitação dos profissionais de saúde e fornecimento de equipamentos e EPIs, o apoio à pequena e média empresa com avaliação sobre isenção ou diminuição dos impostos locais, medidas de determinação e controle do isolamento social, assistência social e econômica aos mais pobres e carentes de condições mínimas de higiene e proteção.

Quem faz o discurso de que o isolamento social precisa ser relaxado para evitar o desemprego e a crise econômica trabalha contra a vida, pois quem estará na linha de frente do comércio, por exemplo, serão os trabalhadores e trabalhadoras que terão de usar o transporte público abarrotado diariamente, tendo que esperar nas paradas de ônibus aglomeradas e, com isso, fazendo aumentar os riscos de contaminação. Defender a reabertura do comércio e de setores não essenciais neste momento, portanto, é defender a morte. É uma irresponsabilidade e pura ganância.

O isolamento social, neste momento, não é para curar o vírus, que ainda não tem um tratamento certo, um medicamento exato ou vacina contra ele. É, sim, para possibilitar que os números de infectados e internações se mantenham baixos.

É preciso também considerar a importância do SUS neste processo, mostrando a relevância de um sistema público, eficiente e de qualidade para a população, assim como reconher o valor dos profissionais de saúde no combate à pandemia.

É hora de agirmos juntos, toda a sociedade, trabalhadores, empregadores, organizações sociais e poder público para, unidos, superar e garantir o maior bem que temos, que é a VIDA!

Assinam:

Coordenação do Fórum Pró Campina

Frente pelo Direito à Cidade de Campina Grande

Rangel Júnior – Reitor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)

Edmundo Gaudêncio – Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)

Wilton Maia – Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba (STIUPB)

Socorro Ramalho – Central Únicos dos Trabalhadores (CUT)

Joaquina Amorim – Presidente do Conselho Municipal de Saúde

Davi Lobão – Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica (SINASEFE)

Fernando Jordão – União Campinense das Equipes Sociais (UCES)

José Irelanio Ataide – Associação dos Docentes da Universidade Federal de Campina Grande (ADUFCG)

Chirlene dos Santos Brito – secretária-Geral da Associação das Trabalhadoras de Campina Grande e secrátaria da Mulher do sindicato dos Empregados Domésticas do Estado da Paraíba

Eleumar Meneses Sarmento – presidente do Sindicato dos Médicos de Campina Grande e Região

Mauriene Freitas – ssociação dos Docentes da Universidade Estadual da Paraíba (ADUEPB)

Centro de Ação Cultural (CENTRAC)

Associação de Juventudes, Cultura e Cidadania – AJURCC

Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicação (SINTTEL)

Movimento Luta de Classes – MLC

Giovanni Freire – Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e da Borborema (SINTAB)

José Roberto Barbosa – Sindicato dos Trabalhadores de Estabelecimentos Privados Religiosos Beneficentes Filantrópicos de Ensino do Agresta da Borborema (SINTENP)

Sindicato dos Vigilantes de Campina Grande (SindVigilantes)

Esdras Luciano – Presidente do Sindicato dos Bancários

José Nascimento Coelho – presidente do Sindicato dos Comerciários

Força Sindical

Marli Melo Nascimento – Sindicato dos Metalúrgicos

Antonio Ferreira Nascimento – Associação Campinense de Imprensa (ACI)

Edimir Bernardes – Sindicato dos Vigilantes

Conselho Estadual dos Direitos Humanos da Paraíba

Vanessa Belmiro – União Brasileira de Mulheres (UBM)

Mano Freire – Universidade Aberta à Maturidade (UAMA)

Edilson Ramos da Silva – Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas de Campina Grande

Sebastião Antonino de Macedo – presidente do Sindicato dos Motoristas/Nova Central Sindical

Redação Paraíba Debate

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

cinco + dezessete =