Após sucessivos desentendimentos entre o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e o presidente da República Jair Bolsonaro, a saída do primeiro parece iminente. A demissão do ministro já chegou a ser anunciada na imprensa, mas o presidente voltou atrás e o manteve no cargo mesmo sob ameaças.

De acordo com a colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, Mandetta avisou sua equipe na noite desta terça-feira (14) que Bolsonaro já procura um nome para o seu lugar e que deve ser demitido ainda esta semana.

A jornalista revelou que o ministro já conversou com integrantes da pasta em clima de despedida, após a entrevista coletiva da qual participou no Palácio do Planalto.

De acordo com relatos, Mandetta avisou que combinou de esperar a escolha do substituto e de ficar até a exoneração se fato ocorrer.

A publicação adianta que alguns membros da equipe teriam sugerido que ele pedisse demissão imediatamente, mas a ideia foi rejeitada pelo ministro.

Antes da coletiva, Mandetta esteve presente na reunião do conselho, com Bolsonaro e os demais ministros. Segundo relatos, o chefe da Saúde ficou em silêncio durante todo o encontro.

Como mostrou a Folha, o apoio que Mandetta (Saúde) tinha no núcleo militar do Palácio do Planalto para continuar no cargo perdeu força na noite de domingo (13), após a entrevista dada por ele no Fantástico.

O tom adotado foi avaliado pela cúpula fardada como uma provocação desnecessária.

Em contraponto, o ex-ministro Osmar Terra, um dos principais cotados para assumir a pasta, chegou a ligar para estados solicitando o relaxamento de medidas de isolamento social, já se comportando como responsável pelo ministério.

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