A ex-secretária Livânia Farias terá de proferir palestras, pelos próximos dois anos, como parte do acordo envolvendo a sua delação premiada com o Gaeco. Livânia deverá fazer revelações, detalhando a forma como se deu o esquema da organização criminosa que foi desbaratada pela Operação Calvário, e da qual ela fazia parte como uma das integrantes mais importantes.

As palestras deverão ser realizadas para integrantes do Ministério Público e da Justiça, explicitando o modus operandi do esquema, de forma a habilitar os investigadores para enfrentar outras organizações criminosas no futuro. As primeiras falas de Livânia devem ocorrer logo após o período da quarentena do coronavírus, em data ainda a ser confirmada com o Ministério Público da Paraíba, destaca publicação do Blog do Hélder Moura.

Não está claro se a Imprensa ou outros segmentos da sociedade terão acesso. Mas, até onde o Blog pode apurar, as palestras terão um objetivo pedagógico. Primeiro, para revelar o funcionamento da organização criminosa. Depois, prevenir os órgãos de fiscalização, dando ciência dos indícios, para prevenir que, no futuro, outros esquemas corruptos se formem no Estado.

Em sua delação, Livânia entregou detalhes do funcionamento da organização que tinha como chefões o lobista Daniel Gomes da Silva, no Rio de Janeiro, e Ricardo Coutinho, na Paraíba. Ela fazia parte de célula no Estado, mas interagia com Daniel e Michele Louzada, secretária particular. Como parte da delação também, Livânia concordou em devolver parte do dinheiro ilícito que recebeu na forma de propina.

Há poucos dias, por exemplo, repassou à Justiça R$ 399 mil, equivalente a um imóvel adquirido com o dinheiro da propina, e que tinha sido confiscado pela força tarefa. Ela acordou em ficar com o imóvel e pagar o dinheiro relativo ao valor estimado no mercado.

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