Me deparei nas redes sociais estes dias com um texto do jornalista José Vieira Neto que retrata bem este momento que o mundo está vivendo e é um fato não estávamos preparados para parar, mas não tivemos escolha  e foi preciso que o mundo parasse para que tivéssemos uma profunda reflexão, e é isso que Deus quer de cada um de nós que possamos refletir nossos atos e nossas prioridades.

 

Parabéns ao amigo José  Vieira Neto   pelo excelente texto que peguei emprestado para reproduzir em nosso programa de rádio e em nossas redes sociais.

Assista ao vídeo:

 

A sensação é que a qualquer momento vou acordar e ver que tudo não passou de um pesadelo.

Pensar no dia em que a terra parou? Somente na voz inesquecível do genial maluco beleza, Raul Seixas.

Como parar? Ninguém nunca havia nos ensinado isso. Pelo contrário, nas últimas décadas o mundo tem nos imposto metas a cumprir. Do serviço publico às grandes corporações, bater metas e mais metas é fundamental, mesmo que, em muitos casos, isso não faça o menor sentido.

Antes de ensinar ética, os pais ditam aos filhos que é preciso vencer. E vencer é ser bem sucedido, e ser bem sucedido é, preferencialmente, ser rico. Antes dos ensinamentos de Deus, os ensinamentos do mundo.

E o que o mundo tem nos ensinado? Que devemos consumir, que devemos comprar. Comprar mais e sempre. E, se faltar dinheiro, sempre vai ter ‘um banco amigo’ para emprestar e fazer você ‘realizar seus sonhos e ser mais feliz’.

No filme “O Livro de Eli”, que retrata a sociedade trinta anos depois de uma guerra quase ter dizimado a terra, um jovem pergunta como era o ‘mundo normal’ que ele não conheceu. A resposta do protagonista é impactante: “Tínhamos muito mais do que precisávamos”.

A tragédia causada pela pandemia trazida pelo novo coronavírus parece estar mudando o valor das “coisas”. Estamos presenciando que hoje vale muito mais um respirador e um leito na UTI do que um lote de ações na bolsa de valores.

Os médicos, enfermeiros e todos os profissionais de saúde estão recebendo muito mais aplausos do que as celebridades do show business.

Estamos passando a ver que hospitais bem equipados são mais importantes do que estádios de futebol e que investir em pesquisa é tão necessário quanto o ar que respiramos.

Quem acreditaria se alguém dissesse, dias atrás, que para salvar vidas o nosso caro plano de saúde valeria muito menos do que a rede pública? Pois bem, no caso da pandemia são os hospitais públicos que estão à frente na batalha pela preservação da vida.

Uma saúde pública e de qualidade, mais do que nunca, deve ser a luta nossa de cada dia. E agora uma luta de pobres e ricos. A covid-19 colocou todos no mesmo barco.

A verdade é que o mundo nunca mais será o mesmo depois que atravessarmos esse deserto. Já estamos mudando? Não sei, mas me animou esta semana declarações de trabalhadores humildes, como entregadores, que disseram estar sendo recebidos com muito mais atenção e até mesmo com sorrisos. Pelo menos a sociedade está começando a enxergar os invisíveis!

Ainda é muito pouco, mas o novo coronavírus, o inimigo oculto, está impondo que o mundo, que tem relativizado Deus, terá que reaprender a viver.

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