O Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios, Telégrafos e Similares da Paraíba (Sintect-PB), manifestou preocupação com os carteiros que estão realizando o serviço de entregas normalmente durante o período de isolamento social na pandemia do novo coronavírus. Os representantes da categoria questionam as condições de trabalho e a falta de kits de prevenção.

O Sintect-PB afirma que, sem medidas de proteção, está em risco a vida de aproximadamente 530 carteiros que trabalham em todo o estado e da própria população, uma vez que estes poderão servir de vetores de transmissão comunitária da Covid-19 nos 223 municípios onde atuam.

O secretário do Sintect-PB, Tony Sérgio, afirma que os funcionários inclusos nos grupos de risco foram afastados temporariamente das funções, mas que os carteiros estão nas ruas normalmente e sem a proteção necessária, o trabalho fica mais difícil.

“Já foi comprovado que o vírus sobrevive por tempo considerável no papelão e no plástico, esses são os principais materiais transportados nas cartas e encomendas. Não nos forneceram equipamentos de proteção individual ou álcool em gel necessários para a manutenção da atuação dos trabalhadores que estão nas ruas e no atendimento nas agências ao público”, disse o secretário.

Tony também disse que os materiais e equipamentos de proteção individual já foram solicitados à Superintendência dos Correios na Paraíba, ao Governo do Estado e à direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), com o apoio de alguns deputados, mas a demanda não chegou.

Além da falta dos equipamentos, os trabalhadores dizem que são prejudicados com a suspensão do transporte coletivo em João Pessoa. Para chegar a alguns bairros, eles precisam recorrer a táxi ou aplicativo de transporte. Por enquanto, o serviço de ônibus está disponível de forma reduzida, apenas para profissionais de saúde.

Correios
A assessoria de comunicação dos Correios informou ao Portal Correio que a empresa segue a determinação do Decreto nº 10.282/2020 da Presidência da República, que define os serviços postais como essenciais.

“A empresa está atenta à proteção de empregados e clientes, com protocolos operacionais e profiláticos já disseminados, baseados nas orientações do Ministério da Saúde. Entre as medidas já adotadas pela estatal, destacam-se o envio de orientação a todos os empregados quanto aos cuidados básicos de higiene, conforme recomendado pelo Ministério da Saúde; a disponibilização de álcool gel 70% em locais próximos às estações de trabalho; a intensificação de procedimentos de higienização e limpeza do ambiente e equipamentos”, disse.

Segundo os Correios, as entregas estão ocorrendo normalmente e, conforme as iniciativas de prevenção adotadas a partir do dia 20 de março, algumas agências sofreram ajuste temporário no horário de funcionamento, sem prejuízo da continuidade e da oferta de serviços e produtos à população.

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