Os preços do petróleo iniciaram a semana em forte queda e o barril de Brent registrou a menor cotação desde 2002, uma consequência do impacto da pandemia do novo coronavírus na demanda.

Às 6h25 (horário de Brasília), o barril de Brent para entrega em maio era vendido a US$ 22,89 em Londres, uma queda de 8,18% na comparação com o fechamento de sexta-feira, pouco antes de uma queda a US$ 22,58, menor nível desde novembro de 2002.

Em Nova York, o barril de WTI para maio recuava 4,88%, a US$ 20,46, depois de ser negociado abaixo da barreira dos US$ 20.

 

Evolução do preço do petróleo
Valor médio do barril de Brent, em US$
68,9968,9966,4566,4576,6576,6574,4474,4480,4780,4765,1765,1756,4656,4664,1364,1371,271,263,363,3646462,3362,3365,965,955,755,724,9324,93jan/18fev/18mar/18abr/18mai/18jun/18jul/18ago/18set/18out/18nov/18dez/18jan19fev/19mar/19abr/19mai/19jun/19jul/19ago/19set/19out/19nov/19dez/19jan/20fev/2027/03/2020020406080100

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78,86
Fonte: Tendências Consultoria e Reuters

“Isto reflete simplesmente a crescente consciência de que a demanda por petróleo está em colapso, provavelmente muito mais que os 20% que eram previstos para abril e maio”, afirmam os analistas da JBC Energy.

A crise de saúde e as medidas drásticas adotadas para conter a propagação do vírus, como limitar o deslocamento de pessoas e mercadorias, afeta a demanda por combustível.

Para Hussein Sayed, da FXTM, além do confinamento, “a ruptura do acordo OPEP+ continuará pesando sobre os preços”.

Dois dos três principais produtores mundiais, Arábia Saudita e Rússia, entraram em uma guerra de preços desde o fracasso das negociações para um acordo entre os membros da OPEP e 10 países aliados.

Os preços estão tão baixos agora que não tem sido lucrativo para muitas empresas seguir em atividade, disseram analistas, apontando que produtores com custos elevados não terão escolha a não ser paralisar produção, especialmente porque as alternativas de armazenamento já estão quase cheias.

“A demanda global por petróleo está evaporando devido às restrições a viagens impostas pela Covid-19 e medidas de distanciamento social”, disse o analista de petróleo do UBS, Giovanni Staunovo.

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