O estímulo do presidente Jair Bolsonaro ao fim do isolamento social e a atos contra políticas de quarentena adotados por governos estaduais e municipais levou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a travar uma conversa em tom grave com o chefe neste sábado (28).

Aliados do ministro ouvidos pela CNN contam que ele expressou ao presidente sua preocupação com o tom do discurso de uma ala do governo e pediu uma modulação. O ministro recebeu então indicação de Bolsonaro de que poderá coordenar com governadores medidas de restrição à circulação e manter a defesa técnica de que é a melhor forma de impedir o avanço da doença no País. Mandetta garantiu a esses aliados que permanece no cargo.

Nos últimos dias, Bolsonaro pregou abertamente a adoção do sistema de isolamento vertical, que abrangeria apenas idosos e portadores do doenças pré-existentes. O presidente também criticou abertamente governadores e prefeitos que adotaram a quarentena.

O presidente e pessoas próximas também enalteceram atos de empresários pela retomada da atividade econômica, como carreatas em algumas cidades do país.

A Secretaria de Comunicação da Presidência divulgou ainda nas redes sociais a mensagem o #obrasilnaopodeparar, mote de publicidade espalhada por integrantes do governo. A peça prega a volta de trabalhadores em quarentena a seus postos.

Neste sábado, porém, algumas das postagens com esse mote em contas oficiais do governo nas redes oficiais começaram a ser apagadas.

Dados do Ministério da Saúde de ontem mostram que o número de vítimas do novo coronavírus chegou a 92 no país.

O Palácio do Planalto foi procurado e disse que não irá comentar.

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