Foram inúmeras as reações manifestadas desde ontem por lideranças políticas ao pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro minimizando os perigos do coronavírus e atacando a mídia e governadores. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que governou o país em dois mandatos, foi taxativo: “Se Bolsonaro não se calar, estará preparando o fim. E é melhor o dele que de todo o povo”. Para Fernando Henrique Cardoso, as opiniões de Bolsonaro “são desastradas”. Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) também foi enfático: “O país precisa de uma liderança séria, responsável e comprometida”.

Alcolumbre considerou grave a posição externada pelo presidente da República, em cadeia nacional, de ataque às medidas de contenção ao Covid-19. “É uma posição que está na contramão das ações adotadas em outros países e sugeridas pela própria Organização Mundial da Saúde”, acrescentou Alcolumbre. A deputada federal Joice Hasselmann, ex-aliada do presidente, escreveu em suas redes que Bolsonaro foi irresponsável, inconsequente e insensível. E detonou mais: “O Brasil precisa de um líder com sanidade mental. Todas as chances que o PR (presidente) teve de acertar ele mesmo jogou fora. Erra e se orgulha do erro estúpido”. O deputado Alessandro Molon, do PSB, reagiu: “Quando a população esperava um plano de ação robusto, Bolsonaro mostrou que se desconectou de vez da realidade. O pronunciamento atingiu o ápice da irresponsabilidade, com a negação da gravidade do novo coronavírus e a convocação às pessoas para voltarem às ruas. Segue na contramão de líderes mundiais que prezam pela sua população. É um crime contra a vida do povo brasileiro”.

O senador Randolfe Rodrigues, da Rede/AP, também chamou o mandatário brasileiro de irresponsável. “Enquanto todos os chefes de Estado do mundo se pronunciam de forma lúcida, Bolsonaro entrega nosso povo ao caos. Vai para rede nacional questionar o isolamento social e volta a chamar de “gripezinha” um vírus que tem matado milhares de pessoas. Ele tem que perguntar para as 46 famílias que já perderam seus entes queridos em decorrência do coronavírus se elas acham que o covid é uma gripezinha”. Com relação à realização de “panelaços”, houve protestos em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e outras capitais, tanto em bairros nobres quanto em periferias

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