O autointitulado filósofo Olavo de Carvalho deu um exemplo do que é a violência política de gênero sofrida por mulheres que ocupam parlamentos. Na segunda-feira (16) à tarde, depois que a deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) pediu o afastamento do presidente Jair Bolsonaro por não tomar as medidas necessárias para conter o surto do novo coronavírus, Carvalho fez uma publicação ofensiva contra ela em seu Facebook.

“Tudo pela saúde. Evitem o contágio: não comam a Janaina Paschoal”, escreveu. Nos comentários, seus seguidores destilaram machismo contra a deputada.

“Essa nem cobrindo com a bandeira do Brasil e evocando o patriotismo”, escreveu uma mulher, seguidora de Olavo. “A plataforma dela é essa: histerismo, extremismo”, comentou um fã do filósofo. “Sempre tem um herói para essas missões”, postou um terceiro.

O que é violência política de gênero?

A violência política de gênero é caracterizada por comportamentos ofensivos, perseguições e agressões cometidos contra políticas mulheres especificamente por serem do sexo feminino. “As ofensas no embate político são comuns, mas, enquanto o homem é chamado de ladrão ou de burro, a mulher é atacada por questões pessoais”, afirma a advogada Maíra Recchia, secretária-geral da Comissão de Direito Eleitoral da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) São Paulo e integrante da Rede Feminista de Juristas.

Normalmente, os ataques são relacionados à aparência da mulher, a um suposto descontrole emocional ou são ligados à sexualidade, como aconteceu com Janaina.

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