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João Pessoa, 17 de Novembro de 2019.



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Publicado em 08/11/2019 11h04

2 de 5 navios gregos notificados não tinham óleo da Venezuela quando passaram pelo Brasil, diz agência

Entre os 3 que levavam óleo venezuelano, apenas o navio Bouboulina teria passado antes do dia 30 de agosto, quando as primeiras manchas foram registradas pelo Ibama. Ao todo, Marinha diz ter procurado 30 embarcações.

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Imagem da internet

 

Dentre os cinco navios gregos notificados pela Marinha do Brasil na investigação sobre o vazamento de óleo, dois não transportavam petróleo da Venezuela. Entre os três que levavam óleo venezuelano, apenas um (o Bouboulina) teria passado pelo litoral nordestino antes do dia 30 de agosto, quando as primeiras manchas foram registradas pelo Ibama.

As informações sobre a carga e a trajetória dos cinco navios notificados foram fornecidas, a pedido do G1, pela empresa de inteligência de dados Kpler, com base nos dados da notificação divulgados pela Delta Tankers, empresa proprietária do navio Bouboulina.

Bouboulina foi apontado pela Polícia Federal, na sexta-feira (1º), como o principal suspeito de ter causado o desastre ambiental que já atinge mais de 350 localidades. Apesar disso, a Marinha informou que as investigações continuam e que 30 navios foram notificados.

A Delta informou nesta terça-feira (5) que o Bouboulina foi notificado pela Marinha do Brasil junto com outras quatro embarcações gregas. São estes os cinco navios:

 

  • Maran Apollo
  • Maran Libra
  • Minerva Alexandra
  • Cap Pembroke
  • Bouboulina

 

Segundo a Kpler, dentre as cinco embarcações, apenas três levavam petróleo venezuelano no período em que passaram pelo litoral do Brasil. A Petrobras disse, no último dia 25, que o material encontrado nas praias nordestinas é petróleo bruto originário de três diferentes campos da Venezuela.

Dentre os três navios gregos notificados que carregavam óleo venezuelano, apenas o navio Bouboulina esteve próximo à costa da Paraíba antes do dia 30 de agosto, quando as primeiras manchas foram registradas. Os outros dois passaram pelo litoral nordestino antes do dia 30 de agosto, mas sem carga de óleo em seus tanques. Esses dois navios estavam a caminho da Venezuela, e não voltando de lá.

Veja mais informações sobre a trajetória e a carga dos cinco navios gregos que foram notificados:

 
Rota dos cinco navios investigados pela Polícia Federal — Foto: Roberta Jaworski/G1Rota dos cinco navios investigados pela Polícia Federal — Foto: Roberta Jaworski/G1

Rota dos cinco navios investigados pela Polícia Federal — Foto: Roberta Jaworski/G1

 

Trajetória das embarcações suspeitas

 

Os cinco navios notificados pela Marinha por meio do Ministério de Assuntos Marítimos da Grécia tiveram rotas diferentes, segundo dados da Kpler.

Depois de descarregar, no final de junho, uma carga de petróleo cru da África Ocidental na China, o navio petroleiro Maran Apollo foi para a América do Sul contornando a Cidade do Cabo, na África do Sul. Ele estava sem carga quando passou pela cidade, em 31 de julho, e navegou a cerca de 300 km da costa da Paraíba no dia 9 de agosto. Depois, ele seguiu para Porto de José, na Venezuela, onde carregou óleo cru do tipo Merey 16 entre os dias 17 e 20 de agosto. O navio passou de novo pela costa da Paraíba no dia 3 de setembro, desta vez carregado com óleo venezuelano, que foi descarregado na Malásia entre os dias 19 e 20 de outubro.

Já o navio Maran Libra descarregou petróleo dos Emirados Árabes Unidos na China no dia 21 de maio e depois foi para a Venezuela. O navio contornou a Cidade do Cabo em 14 de agosto e, então, passou a 300 km da costa da Paraíba em 26 de agosto, sem carga. Entre os dia 3 e 9 de setembro, ele carregou cerca de 2 milhões de barris de petróleo Merey em Porto de José, na Venezuela. Depois, navegou em direção à Índia passando a 500 km da Paraíba no dia 22 de setembro, desta vez carregado com petróleo venezuelano.

Minerva Alexandra carregou óleo combustível dos Estados Unidos e das Bahamas no final de julho e depois navegou para Cingapura, contornando a Cidade do Cabo. O navio-tanque passou a cerca de 500 km da costa da Paraíba em 18 de agosto. Ele foi descarregado em Cingapura no dia 17 de setembro. Atualmente, está carregando óleo cru de Supsa, na Geórgia.

Também notificado pela Marinha, o Cap Pembroke descarregou petróleo americano em Quebec, no Canadá, em meados de julho, e depois foi para o Brasil sem carga. Ele passou a 30 km de João Pessoa em 26 de agosto, e depois pelo Rio de Janeiro, em 30 de agosto. Entre os dias 1º e 3 de setembro, o navio-tanque carregou 1 milhão de barris de petróleo bruto de Frade, na bacia de Campos, em uma unidade flutuante de armazenamento. A embarcação parou em Vitória, no Espírito Santo, no dia 4 de setembro, e depois partiu para os Estados Unidos. O navio passou novamente a cerca de 30 km de João Pessoa no dia 8 de setembro, desta vez carregado com petróleo bruto brasileiro.

Bouboulina, apontado como principal suspeito pela Polícia Federal, foi carregado com 1 milhão de barris do petróleo cru Merey 16 no Porto de José, na Venezuela, no dia 15 de julho, e zarpou no dia 18 com destino à Malásia. Ele passou pela costa da Paraíba em 28 de julho e foi para a Cidade do Cabo, na África do Sul, onde chegou no dia 9 de agosto, antes de seguir para a Malásia. Entre os dias 3 e 13 de setembro, seu sistema de localização ficou sem sinal e sua carga foi descarregada.

 
Bouboulina passou pela costa do Brasil em 28 de julho, segundo um porta-voz da Kpler, empresa de análise de dados especializada no mercado de commodities. — Foto: Divulgação/KplerBouboulina passou pela costa do Brasil em 28 de julho, segundo um porta-voz da Kpler, empresa de análise de dados especializada no mercado de commodities. — Foto: Divulgação/Kpler
Fonte: Da internet
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