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João Pessoa, 16 de Outubro de 2019.



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Publicado em 10/10/2019 09h30

Vendas do comércio crescem pelo 3º mês em agosto, diz IBGE

Foi a terceira alta mensal seguida, mas no acumulado em 12 meses houve perda de ritmo. Para IBGE, números mostram que população está dedicando orçamento às compras de primeira necessidade.

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Vendas do varejo — Foto: Celso Tavares/G1

As vendas do comércio varejista cresceram 0,1% em agosto, na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a terceira alta mensal seguida.

Na comparação com agosto de 2018, o avanço foi de 1,3%. No acumulado em 8 meses, a alta é de 1,2%. Já no acumulado em 12 meses, entretanto, houve desaceleração, com a taxa de crescimento passando de 1,6% em julho para 1,4% em agosto, o que indica perda do ritmo de recuperação das vendas.

Vendas do comércio mês a mês
Em %
2,62,6-1,1-1,1-0,7-0,73,33,3-2,6-2,60,60,60,10,10,10,1-0,3-0,3000,50,50,50,50,10,1Ago/18Set/18Out/18Nov/18Dez/18Jan/19Fev/19Mar/19Abr/19Mai/19Jun/19Jul/19Ago/19-3-2-101234
Fonte: IBGE

 

4 das 8 atividades pesquisadas tiveram alta

 

Segundo o IBGE, 4 das oito atividades pesquisadas tiveram alta no volume de vendas em agosto. A alta média de 0,1% foi garantida principalmente pelos super e hipermercados (0,6%) e artigos de uso pessoal e doméstico (0,2%). Juntos, os dois setores correspondem a mais de 60% do total do varejo.

“O aumento nos dois grupos indica um perfil de consumo mais básico, associado às classes de rendimento mais baixas da população”, explicou a gerente da pesquisa, Isabella Nunes.

Também houve altas nas vendas de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,8%) e livros, jornais, revistas e papelaria (0,2%).

Por outro lado, caíram as vendas de combustíveis e lubrificantes (-3,3%), tecidos, vestuário e calçados (-2,5%), móveis e eletrodomésticos (-1,5%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,3%).

Vendas do comércio no acumulado em 12 meses
 
3,33,32,82,82,82,82,72,72,32,32,22,22,42,41,41,41,51,51,31,31,21,21,61,61,41,4ago/18set/18out/18nov/18dez/18jan/19fev/19mar/19abr/19mai/19jun/19jul/19ago/1901234
Fonte: IBGE

Para o IBGE, a queda nestes segmentos indicam que a população está dedicando mais seu orçamento às "compras de primeira necessidade".

"O equilíbrio entre essas quatro categorias em queda com dois grandes setores em alta levou o mercado a um patamar mais próximo da estabilidade”, avaliou a pesquisadora.

Já o comércio varejista ampliado, que inclui veículos automotivos (-1,7%) e material de construção (-0,8%), ficou estável na passagem de julho para agosto. “Novamente, foram os supermercados e alimentos que serviram de contrapeso para esses resultados negativos, mantendo o índice geral estável”, concluiu Isabella.

 

Recuperação lenta e perspectivas

 

Os indicadores econômicos mostram que a recuperação da economia segue em ritmo lento, mas a expectativa é de relativa melhora neste 2º semestre, em meio a um cenário de juros em queda, maior geração de postos de trabalho, ainda que puxada pela informalidade, e melhora da confiança após a aprovação final da reforma da Previdência.

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio, medido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), atingiu em outubro o maior patamar em 5 meses. O comércio aposta que a liberação dos saques das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Fundo PIS-Pasep ajudará a acelerar o consumo nestes últimos meses do ano. A CNC estima que R$ 13,1 bilhões (44% do total previsto a ser injetado na economia) será destinado para gastos no comércio e consumo de serviços.

A projeção do mercado financeiro para estimativa de alta do PIB deste ano permanece em 0,87%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central, ainda abaixo do ritmo de crescimento de 1,1% registrado em 2017 e 2018. Para 2020, a previsão de crescimento do PIB continua em 2%.

 

Fonte: Da internet
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