Opera Paraíba


João Pessoa, 18 de Novembro de 2019.



> NOTÍCIA


Publicado em 20/08/2019 13h51

Rússia e China denunciam escalada de tensão militar após EUA fazerem 1º teste de míssil no pós-Guerra Fria

A Rússia denunciou, nesta terça-feira, o “caminho da escalada das tensões militares”após o anúncio do teste de um míssil de médio alcance feito pelosEstados Unidos , o primeiro desde o fim da Guerra Fria .

Ouça o áudio:  Rússia e China denunciam escalada de tensão militar após EUA fazerem 1º teste de míssil no pós-Guerra Fria

Imagem da internet

Foto divulgada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos mostra o míssil testado na Califórnia Foto: SCOTT HOWE / AFP

Rússia denunciou, nesta terça-feira, o “caminho da escalada das tensões militares”após o anúncio do teste de um míssil de médio alcance feito pelosEstados Unidos , o primeiro desde o fim da Guerra Fria . A China , por sua vez, acusou os americanos de buscarem “superioridade militar unilateral”. Testado na segunda-feira, na ilha de San Nicolas, na Califórnia, o armamento percorreu mais de 500 quilômetros e foi o primeiro lançamento anunciado pelos EUA desde o colapso de um dos mais importantes acordos de controle de armas assinado entreWashington e Moscou .

O teste americano já era esperado desde o início de agosto, quando os americanos abandonaram oficialmente o Tratado sobre Armas Nucleares de Alcance Intermediário (INF, na sigla em inglês), firmado em 1988. O pacto bania mísseis nucleares e convencionais de médio alcance lançados de plataformas terrestres e capazes de atingir distâncias entre 500 km e 5.500 km. Mais de 2.600 desses mísseis foram destruídos desde então, a maioria dos quais estava estacionada em países europeus .

— Lamentamos tudo isso. Os EUA tomam descaradamente o caminho da escalada das tensões militares, mas não cedemos à provocação — disse o vice-chanceler russo Sergey Riabkov , citado por agências de notícia russas, afirmando que a Rússia não pretende instalar novos mísseis a menos que os EUA o façam primeiro.

Segundo Riabkov, o “prazo extremamente pequeno” que Estados Unidosprecisaram para realizar com sucesso o teste de um novo míssil de médio alcance, uma adaptação do Tomahawk com lançamento de uma plataforma em terra, mostra que Washington já estava preparada para o fim do acordo:

— Em tão pouco tempo, é quase impossível realizar esses testes, a menos que tivessem sido preparados com antecedência. Essa é uma confirmação visível de que Washington já se preparava há muito tempo para se retirar do tratado — acrescentou.

O governo Trump vem tentando negociar com os chineses e os russos um novo acordo que limitasse seus estoques de mísseis, algo que a China rejeita, alegando que Rússia e EUA têm arsenais muito maiores e mais mortais.

Segundo analistas, um dos próximos passos do governo Trump deverá ser a instalação de mísseis convencionais nas ilhas do Pacífico e territórios de países aliados para contra-atacar a potência de Pequim no Mar do Sul da China — área onde os chineses, donos de um dos arsenais mais avançados do mundo, disputam territórios e influência.

Em resposta ao teste americano de segunda-feira, o governo chinês criticou uma “escalada de confrontos militares que terá graves consequências negativas para a segurança regional e internacional” e acusou Washington de buscar “a superioridade militar unilateral”:

— Nós alertamos os Estados Unidos para para abandonar noções ultrapassadas dos pensamentos da Guerra Fria e jogos de soma zero e que exerceçam cautela no desenvolvimento de armas — disse Geng Shuang, porta-voz da Chancelaria chinesa.

Colapso do INF

Há seis anos, os Estados Unidos vinham questionando o compromisso russo com o pacto, após alegações de que Moscou estaria deslocando o sistema de mísseis  Novator 9M729 para o oeste do país, próximo à fronteira de países-membros da Otan. Segundo os americanos, os armamentos teriam alcance de até 4.000 quilômetros, violando o tratado. Em fevereiro, os EUA anunciaram que abandonariam o compromisso no dia 2 de agosto a menos que esse armamento russo fosse destruído.

Vladimir Putin, por sua vez, afirma que em nenhum momento violou o tratado negociado por Ronald Reagan e Mikhail Gorbachev e denunciou o sistema de defesa antimísseis americano Aegis Ashore, instalado na Polônia e na Romênia. Recusando-se a aceitar o ultimato americano, anunciou que também deixaria o acordo, decisão corroborada pelo Parlamento russo e ratificada pelo presidente no início de julho.

Em 2010, americanos e russos assinaram um novo tratado para a redução de armas estratégicas (de longo alcance), o Start, que entrou em vigor no ano seguinte. O pacto prevê uma redução de 30% do número de ogivas nucleares de ambos os países e verificações mútuas mais transparentes. O acordo tem prazo de validade previsto para fevereiro de 2021, mas poderá ser estendido por mais cinco anos — algo que a comunidade internacional teme ser colocado em xeque pelo acirramento das tensões.

No início do mês, Putin fez um apelo a Washington para que haja um “diálogo sério” sobre o desmatamento para “evitar o caos”, propondo uma moratória sobre a instalação das armas nucleares proibidas pelo tratado INF. Na segunda-feira, o líder russo acusou os americanos de “não ouvir” Moscou.

 

 

Fonte: Da internet
TAGS
    Nenhum resultado encontrado.
Bookmark and Share
TV TSPB Rádio TSPB 100.5

Colunistas

Categorias

Facebook

Twitter

Vídeos

Parceiros

    Nenhum resultado encontrado.