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João Pessoa, 11 de Dezembro de 2019.



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Publicado em 11/08/2019 19h12

Após 28 anos, Brasil bate os EUA na decisão e conquista ouro no basquete feminino

, a seleção venceu com autoridade por 79 a 73.

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A seleção brasileira de basquete feminino fez história em Lima. Após 28 anos, as brasileiras voltaram a colocar a medalha de ouro no peito nos Jogos Pan-Americanos e foi com estilo. Enfrentando os Estados Unidos na final, a seleção venceu com autoridade por 79 a 73.

Seleção brasileira feminina de basquete celebra a medalha de ouro — Foto: Alexandre Loureiro/COB

Foto: Alexandre Loureiro/COB

Destaque para a armadora Tainá Paixão, que fez uma partidaça, comandou as ações ofensivas brasileiras, imprimiu muita velocidade na transição e foi a cestinha do jogo com 24 pontos. Além disso foram sete rebotes e três assistências para a camisa oito.

Brasil conquista o ouro no basquete feminino — Foto: Alexandre Loureiro/COB

Brasil conquista o ouro no basquete feminino — Foto: Alexandre Loureiro/COB

– É muita felicidade! Quando elas ganharam o último Pan eu estava nascendo. É muito bom fazer parte dessa história. Acho que o nosso grupo está tão homogêneo que em qualquer jogo as meninas podem se destacar. É tudo do grupo. Quando uma não está bem, a outra está. É uma vitória da equipe toda. É a vitória do basquete feminino – celebrou Tainá.

O treinador José Neto não podia pedir um começo melhor de trabalho. Em sua primeira competição oficial à frente da seleção, Neto termina invicto, vencendo os Estados Unidos e conquistando uma medalha de ouro histórica.

O técnico José Neto durante a final de basquete feminino entre Brasil e Estados Unidos, nos Jogos de Lima  — Foto: Alexandre Loureiro/COB

O técnico José Neto durante a final de basquete feminino entre Brasil e Estados Unidos, nos Jogos de Lima — Foto: Alexandre Loureiro/COB

Essa é o quarto título Pan-Americano da história da seleção brasileira de basquete feminino, mas o feito não acontecia desde 1991, quando Hortência e Magic Paula entraram para a história em Havana ao bateram Cuba na decisão. As outras duas vezes foram em 1967, em Winnipeg, e 1971, em Cali.

O jogo

O Brasil começou o jogo com muita intensidade e bem na marcação. Roubando bolas dos Estados Unidos e apostando em transição rápida, a seleção chegou a abrir uma vantagem de oito pontos, mas viu uma reação sensacional das americanas, que viraram o placar ainda no primeiro quarto. Com o nervosismo, a intensidade virou afobação e rapidamente um número elevado de faltas.

O jogo seguiu muito disputado no segundo quarto, com a seleção sendo mais moderada na marcação para evitar tantas faltas. No ataque, soube rodar muito bem a bola para criar chances de arremesso. Jogando bem, o Brasil foi para o intervalo com a vitória, por 39 a 38.

Além do bom jogo ofensivo, Tainá foi bem na marcação — Foto: Alexandre Loureiro/COB

Além do bom jogo ofensivo, Tainá foi bem na marcação — Foto: Alexandre Loureiro/COB

A volta do intervalo trouxe o roteiro repetido do que aconteceu no começo do confronto. Um começo intenso, boa vantagem e depois uma queda. Apesar disso, as brasileiras souberam se manter à frente do placar durante praticamente todo o período.

Com autoridade, o Brasil soube administrar os nervos e se aproveitar dos erros dos Estados Unidos, com muita velocidade na transição. No fim, vitória merecedora e a coroação do começo de trabalho do técnico José Neto.


Globo Esporte


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