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Publicado em 17/05/2019 15h01

Argentina: A campanha de Cristina Kirchner no banco dos réus

Se uma imagem vale mesmo mais do que mil palavras, a da ex-presidente Cristina Kirchner sentada no banco dos réus, a partir da terça-feira (21), certamente vai embaralhar a já conturbada campanha para as eleições argentinas, em outubro.

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Se uma imagem vale mesmo mais do que mil palavras, a da ex-presidente Cristina Kirchner sentada no banco dos réus, a partir da terça-feira (21), certamente vai embaralhar a já conturbada campanha para as eleições argentinas, em outubro. Uma reviravolta na Suprema Corte determinou que o julgamento de Cristina por corrupção, com outros 15 acusados, prosseguirá na data prevista e não será mais postergado, conforme o mesmo tribunal determinara um dia antes.

Ponto para o presidente Mauricio Macri? Analistas políticos divergem. Favorecida pela crise econômica, a senadora Cristina tomou a dianteira na pré-campanha, ameaçando seriamente as pretensões de reeleição do presidente. Tem nove pontos de diferença, segundo a consultoria Managment & Fit.

Neste processo, a ex-presidente é acusada de beneficiar o empresário Lázaro Baez na concessão de 52 obras públicas na Patagônia, somando US$ 1,15 bilhão. Será julgada ao lado de Julio De Vido, ex-ministro de Planejamento, José López, ex-secretário de Obras Públicas e também do empresário Báez, entre outros envolvidos.

Ao mesmo tempo em que a campanha de Cristina estará limitada, agora, por audiências e revelações das cerca de 160 testemunhas do julgamento, a imagem de mártir e o argumento de perseguição política, poderão beneficiá-la.

Neste cenário confuso, nem a candidatura do atual presidente argentino, que acaba de sofrer a oitava derrota consecutiva, desta vez em Córdoba, é dada como certa. O índice de rejeição dos argentinos a Macri é mais alto do que o de sua antecessora.

Seu próprio chefe de Gabinete, Marcos Peña, cogitou uma mudança de rumo caso isso fosse necessário para que o Cambiemos assegure um trunfo eleitoral. Há especulações, descartadas até agora, de que a popular governadora de Buenos Aires, Maria Eugenia Vidal, concorra em seu lugar.

Por enquanto, a melhor estratégia de Macri para continuar à frente do país por mais quatro anos ainda é polarizar a campanha com sua antecessora. Como resumiu o colunista Fernando Laborda, do jornal “La Nación”, funcionários da Casa Rosada esperam que a exposição de Cristina com outros acusados contribua também para que o medo do passado supere o desencanto do presente.

O presidente Jair Bolsonaro já mordeu a isca. Entrou de sola na campanha argentina para declarar seu temor ao regresso de Cristina, que definiu como um gol contra dos argentinos.

 

Fonte: Da internet
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