Apcef


João Pessoa, 20 de Maio de 2019.



> NOTÍCIA


Publicado em 16/05/2019 12h55

5,2 milhões de pessoas procuram trabalho há mais de 1 ano, diz IBGE

Desse total, 3,3 milhões estão desocupados há dois anos ou mais. Taxa de desemprego entre jovens de 18 a 24 anos sobe para 27,3%.

Ouça o áudio:  5,2 milhões de pessoas procuram trabalho há mais de 1 ano, diz IBGE

Fila em Feirão de Emprego no Maracanã, no Rio de Janeiro, no mês de abril — Foto: Reprodução/TV Globo

Dados divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)mostram que 5,2 milhões de desempregados procuram emprego há mais de 1 ano. Esse universo representa 38,9% dos desempregados no país.

Do total de pessoas na fila do desemprego, 3,3 milhões (24,8%) estão desocupados há dois anos ou mais, uma alta de 9,8% na comparação com o 1º trimestre de 2018.

Ainda segundo o IBGE, 6 milhões de pessoas (45,4% do total) estão procurando emprego há mais de 1 mês e menos de 1 ano, e 2,1 milhões estão na fila do desemprego há menos de 1 mês.

Desempregados por tempo de procura por trabalho
Em milhões de pessoas
Menos de 1 mêsDe 1 mês a menos de 1 anoDe 1 ano a menos de 2 anos2 anos ou mais1º tri de 20161º tri de 20171º tri de 20181º tri de 201902468
Fonte: IBGE

A taxa de desemprego média no país no 1º trimestre subiu para 12,7%, conforme já divulgado anteriormente pelo órgão, atingindo 13,4 milhões de brasileiros. Trata-se do maior índice de desocupação desde o trimestre terminado em maio de 2018.

 

"Dos 13 milhões de desempregado, 1/4 procura emprego há mais de dois anos. Isso acarreta uma perda de qualificação, que afasta ainda mais as pessoas do mercado de trabalho, porque esse conhecimento se torna obsoleto, e cria círculo vicioso no mercado", afirmou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

 

"A desocupação é expressiva, a qualificação não avança e o que sustenta o mercado é o emprego por conta própria e a informalidade. Isso denúncia um diagnóstico bastante grave", acrescentou.

 

Amapá tem 20% de desempregados, a maior taxa do país

 

Segundo o IBGE, o desemprego cresceu em 14 das 27 unidades da federação no 1º trimestre. As maiores taxas de desemprego foram observadas no Amapá (20,2%), Bahia (18,3%) e Acre (18,0%), e as menores, em Santa Catarina (7,2%), Rio Grande do Sul (8,0%) e Paraná e Rondônia (ambos com 8,9%). Em São Paulo e no Rio de Janeiro, as taxas ficaram em 13,5% e 15,3%, respectivamente.

Além da alta do desemprego, a taxa de subutilização da força de trabalho atingiu 25% no 1º trimestre, a maior já registrada pelo IBGE. Esse grupo reúne os desocupados, os subocupados com menos de 40 horas semanais e uma parcela de pessoas disponíveis para trabalhar, mas que não conseguem procurar emprego por motivos diversos. Esta parcela da população alcançou o número recorde de 28,3 milhões de pessoas.

Evolução da taxa de desemprego
Índice no trimestre móvel, em %
13,113,112,912,912,712,712,412,412,312,312,112,111,911,911,711,711,611,611,611,6121212,412,412,712,7jan-fev-mar/18fev-mar-abr/18mar-abr-mai/18abr-mai-jun/18mai-jun-jul/18jun-jul-ago/18jul-ago-set/18ago-set-out/18set-out-nov/18out-nov-dez/18nov-dez-jan/19dez-jan-fev/19jan-fev-mar/1902,557,51012,515
Fonte: IBGE
 

 

Desemprego é maior entre jovens, mulheres e negros e pardos

 

Os dados do IBGE mostram que o desemprego continua maior entre jovens, mulheres e negros.

No 1º trimestre de 2019, a taxa de desemprego na faixa de idade entre 14 e 17 anos chegou a 44,5%. Já na faixa de 18 a 24 anos, subiu para 27,3%, chegando a 31,9% na região Nordeste. Nas demais faixas de idade, para todo o país a taxa ficou abaixo da média nacional (veja gráfico abaixo).

 
Desemprego é maior entre mulheres, jovens e negros — Foto: Guilherme Gomes/Arte G1Desemprego é maior entre mulheres, jovens e negros — Foto: Guilherme Gomes/Arte G1
TAGS
    Nenhum resultado encontrado.
Bookmark and Share
Governo Lateral TV TSPB Rádio TSPB 100.5

Colunistas

Categorias

Facebook

Twitter

Vídeos

Parceiros

    Nenhum resultado encontrado.