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João Pessoa, 21 de Setembro de 2019.



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Publicado em 15/01/2019 20h56

Rússia diz estar alarmada por conversas dos EUA sobre opção militar para Venezuela

O chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou nesta quarta-feira que a Rússia está alarmada com a existência de conversas da parte dos Estados Unidos sobre a possibilidade de algum tipo de opção militar contra a Venezuela.

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O chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou nesta quarta-feira que a Rússia está alarmada com a existência de conversas da parte dos Estados Unidos sobre a possibilidade de algum tipo de opção militar contra a Venezuela. Ele acusou Washington de influenciar a oposição para bloquear negociações com o governo em Caracas.

Em sua entrevista coletiva anual, Lavrov destacou que a política dos EUA com a Venezuela mostra que continuam em vigor os esforços americanos para tentar minar os governos de que não gostam no mundo todo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em 2017 que não descartava uma "opção militar" para pôr fim ao que considera um caos econômico na Venezuela, aliada próxima da Rússia.

 

Em dezembro, Caracas e Moscou anunciaram que as Forças Aéreas dos dois países realizariam manobras conjuntas para a eventual defesa da Venezuela, frequente denunciante de planos de agressões militares americanas. Pouco antes, o presidente venezulano, Nicolás Maduro, recebeu do líder russo, Vladimir Putin, a promessa de novos empréstimos e investimentos.

Na ocasião, o Exército russo informou em Moscou que a frota deslocada ao país aliado incluía dois bombardeiros Tu-160, um avião de transporte An-124 e um avião de passageiros Il-62. Não foi especificado o período em que essas aeronovaes permaneceriam no território venezuelano.

O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, relembrou que tais aeronaves já haviam estado na Venezuela em 2013, mas que agora se trata de uma "nova experiência". Vendas de equipamento militar russo à Venezuela nos últimos anos foram avaliadas em centenas de milhões de dólares. A Venezuela é cliente da indústria militar russa desde a época de Hugo Chávez, antecessor de Maduro, que já não tinha acesso ao mercado bélico americano.

Tratado de armas nucleares e Síria

Na entrevista, Lavrov ressaltou que a Rússia está disposta a trabalhar para "salvar" o Tratado sobre Armas Nucleares de Médio Alcance (INF, na sigla em inglês), firmado na Guerra Fria, do qual Washington ameaçou se retirar.

— Espero que os países europeus, que talvez tenham mais interesse nisso do que qualquer outro, façam o necessário para não ficarem presos à posição americana (...) e tentem obrigar Washington a ter uma posição mais responsável — acrescentou o chanceler russo, em apelo ao engajamento de nações europeias na defesa do tratado.

Para especialista do Fundo Ploughshares, o fim do INF abre nove corrida armamentista e leva o mundo de volta aos anos 1980.

Na terça-feira, delegações da Rússia e dos Estados Unidos se reuniram em Genebra para discutir o Tratado INF, mas sem chegar a um acordo. Washington acusa Moscou de violar o acordo, firmado em 1987 pelo último líder da então URSS, Mikhail Gorbachev, e pelo então presidente americano, Ronald Reagan.

O texto, que suprimiu o uso de uma série de mísseis com alcance entre 500 e cinco mil quilômetros, pôs fim à crise deflagrada nos anos 1980 com o envio de SS-20 soviéticos com ogivas nucleares ao Leste da Europa e a instalação de mísseis americanos Pershing no lado ocidental. Depois do acordo, esses arsenais foram desmantelados.

Em outro momento da entrevista, Lavrov defendeu que o governo da Síria deveria retomar o controle do norte do país, após a saída das tropas americanas, e pareceu rejeitar uma "zona de segurança" sob controle turco promovida por Ancara e Washington. No mês passado, Trump anunciou a retirada de soldados do Nordeste do território sírio por considerar que o Estado Islâmico estava "praticamente" derrotado. A decisão, que surpreendeu aliados, foi tomada após conversa com o líder turco, Recep Tayyip Erdogan, e acendeu a preocupação quanto à segurança das milícias curdas apoiadas pelos EUA naquela região. As milícias são consideradas terroristas pela Turquia, por causa de sua ligação com a guerrilha curda turca PKK (Partido do Povo do Curdistão).

Nesta semana, Trump ameaçou "devastar" a economia turca caso Ancara ataque seus aliados curdos. Erdogan anunciou que continuaria a combater as milícias, mas se comprometeu a criar uma zona de segurança no Nordeste do território sírio. Os curdos rejeitaram a proposta por Ancara "não ser neutra" no conflito e pediram o envolvimento de forças de manutenção de paz da ONU. Já Lavrov disse "apoiar os contatos iniciados entre representantes curdos e as autoridades sírias com o objetivo de se chegar a um acordo sobre a maneira de restabelecer a vida em um Estado único, sem ingerência externa".

Lavrov afirmou que o tema será abordado no próximo encontro entre Putin e Erdogan, na Rússia, ainda neste mês de janeiro.

Fonte: Da internet
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