Sarampo


João Pessoa, 21 de Setembro de 2019.



> NOTÍCIA


Publicado em 08/01/2019 11h51

Colisão com galáxia-anã pode despertar buraco negro no centro da Via Láctea

Assim como planetas pequenos (como a Lua) podem girar em torno de planetas maiores (como a Terra) – ganhando o nome de satélites –, galáxias pequenas podem girar em torno de galáxias maiores.

Ouça o áudio:  Colisão com galáxia-anã pode despertar buraco negro no centro da Via Láctea

Imagem da internet

Assim como planetas pequenos (como a Lua) podem girar em torno de planetas maiores (como a Terra) – ganhando o nome de satélites –, galáxias pequenas podem girar em torno de galáxias maiores. É só uma questão de gravidade. As duas galáxias-satélite mais famosas da Via Láctea são a Grande Nuvem de Magalhães e a Pequena Nuvem de Magalhães, visíveis do hemisfério sul em locais de céu extraordinariamente limpo (como o Atacama, no Chile, onde fica o ESO, um dos mais importantes observatórios astronômicos do mundo).

A Grande Nuvem de Magalhães (ou LMC, na sigla em inglês) não é nem de longe tão grande quanto a Via Láctea, com seus 105 mil anos-luz de diâmetro. Mesmo assim, é impensavelmente grande na escala humana: são 14 mil anos-luz de diâmetro. Se você imaginar que a distância entre a Terra e o Sol é a distância da sua casa até a padaria – digamos, uns 500 metros –, então a distância entre as duas extremidades da LMC equivale a ir e voltar de Pretória, na África do Sul, partindo de São Paulo. Detalhe: repetindo a viagem 28 mil vezes.

Ou seja: é como se a Via Láctea fosse uma metrópole do tamanho do Rio de Janeiro ou de São Paulo – e a LMC fosse uma cidade muito próxima e bem grandinha, como Duque de Caxias ou Guarulhos. Nenhuma das duas nasceu grudada nas capitais. Elas começaram como pontos de urbanização isolados, e só depois, com o passar dos anos, cresceram até seus bairros começarem a se misturar com os bairros mais periféricos das cidades maiores.

A LMC ainda não se juntou à Via Láctea. Mas, dadas as estimativas mais recentes sobre sua massa (que é maior do que se pensava), é inevitável que se junte um dia. Uma simulação de computador revelada na última quarta-feira (4) pela Universidade de Durham, na Inglaterra, indicou que a dita cuja vai colidir com a Via Láctea daqui 2,4 bilhões de anos. Isso é muito, muito tempo: a espécie humana tem só 300 mil anos, ou seja, é 8 mil vezes mais jovem. É extremamente improvável que a gente ainda esteja por aqui para apreciar o evento.

Fonte: Da internet
TAGS
    Nenhum resultado encontrado.
Bookmark and Share
TV TSPB Rádio TSPB 100.5

Colunistas

Categorias

Facebook

Twitter

Vídeos

Parceiros

    Nenhum resultado encontrado.