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Publicado em 07/12/2018 01h18

Marcos Pontes promete aconselhar Bolsonaro sobre saída do Acordo de Paris

informações ao presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), antes que haja decisão sobre eventual retirada do Brasil do Acordo de Paris.

Ouça o áudio:  Marcos Pontes promete aconselhar Bolsonaro sobre saída do Acordo de Paris

Imagem da internet

 

O futuro ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, prometeu fornecer informações ao presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), antes que haja decisão sobre eventual retirada do Brasil do Acordo de Paris. À imagem do presidente norte-americano, Donald Trump, Bolsonaro já manifestou em mais de uma ocasião que não é simpático à íntegra dos termos previstos no tratado internacional sobre o meio ambiente.

"Nós temos, dentro da comunidade científica, participação muito grande em estudos e análises de clima e a importância do desenvolvimento sustentável. Essas informações todas serão levadas ao presidente. Obviamente, quem tem o poder de decisão é o presidente, mas nós temos a obrigação de informar sobre esses assuntos" disse Marcos Pontes nesta quinta-feira (6).

Questionado sobre o impacto do anúncio de que o  Brasil não sediará mais a Conferência do Clima da ONU em 2019, o astronauta e futuro ministro respondeu em tom de lamentação. "Existe, do nosso ponto de vista, pontos favoráveis para que a gente faça isso [sediar o evento]. Mas a gente respeita essas decisões", disse.

O futuro ministro explicou ainda que, até segunda ordem, sua pasta seguirá responsável pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e pelo Inmetro. "Está no nosso organograma, mas, até sair o decreto, a gente não tem certeza das coisas", afirmou.

Os Correios também segue sob a pasta do Ministério da Ciência e Tecnologia e, de acordo com o futuro ministro, a possível privatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos "não está em pauta". 

Pontes participa de reunião ao longo desta quinta com representantes de entidades da comunidade científica para definir prioridades do futuro governo. O futuro ministro explicou que a pasta deve ter três missões: produzir conhecimento, produzir riquezas para o País e contribuir para a qualidade de vida das pessoas.

"A gente tem que desenvolver isso ao longo do ano para que recuperemos o prestígio do País. Ciêntia e Tecnologia são estratégicas para o desenvolvimento do País e nós precisamos ter esse prestígio para que a gente produza esse retorno para a sociedade", disse.

"Temos uma série de projetos que podemos trabalhar em conjunto para melhorar saneamento e a vida de um modo geral. A nossa ideia é sempre pensando em desenvolvimento sustentável. A ciência pode colaborar muito com isso", complementou Marcos Pontes . 


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