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João Pessoa, 24 de Agosto de 2019.



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Publicado em 28/10/2018 18h40

Ibaneis banca própria campanha, desbanca Rollemberg e garante DF para o MDB

Estreante na política, o advogado Ibaneis Rocha (MDB) foi eleito neste domingo (28) governador do Distrito Federal (DF). Ele derrotou o candidato à reeleição Rodrigo Rollemberg (PSB).

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Estreante na política, o advogado Ibaneis Rocha (MDB) foi eleito neste domingo (28) governador do Distrito Federal (DF). Ele derrotou o candidato à reeleição Rodrigo Rollemberg (PSB). É a segunda vez consecutiva que o candidato à reeleição no DF não leva o pleito. Em 2014, Agnelo Queiroz (PT), então governador, não foi nem para o segundo turno.
 
Com isso, Ibaneis garante mais um governo para o MDB, que, no primeiro turno, só havia levado Alagoas (com Renan Filho).
 
Ibaneis foi presidente da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no DF e é o mais rico na disputa local, com patrimônio declarado de R$ 94 milhões - ele prometeu abrir mão do salário de governador, caso seja eleito. Ele bancou a própria campanha com R$ 3,5 milhões, e admitiu que a possibilidade de autofinanciamento torna a disputa desigual.
 
Polêmicas e acusações marcaram campanha
 O governador eleito se envolveu em algumas polêmicas ao longo da campanha. A primeira delas foi quando prometeu reconstruir, com o próprio dinheiro, casas demolidas pelo poder público em áreas irregulares. Ele foi acusado pelos adversários de tentar comprar o voto dos eleitores com a promessa. "Não é compra de voto, é uma promessa de campanha que pode ser realizada. Eu não perguntei nem se o eleitor vai votar em mim, ele não se comprometeu comigo", disse.
 
O Ministério Público Federal moveu uma ação civil pública na qual acusou Ibaneis e quatro sócios do advogado por suposto superfaturamento e dano ao erário. O MPF questionou o pagamento de R$ 3,3 milhões pela prefeitura de Jacobina (BA) em honorários advocatícios para Ibaneis, usando recursos do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental) --o que é considerado irregular pela Justiça.
 
"A prefeitura de Jacobina tinha R$ 42 milhões presos e não podia usar para nada. Contratou meu escritório para que a gente liberasse esse recurso. Eu cobrei em torno de 8% do valor que era devido, eu podia ter cobrado até 20%. Atuei no processo, trabalhei e recebi. O prefeito pagou com esse dinheiro [exclusivo para a Educação] porque quis, não foi um erro meu", afirmou o emedebista.
 
Ibaneis também foi apontado pelos adversários como não sendo uma novidade na política, pois filiou-se a um partido tradicional, presidido no DF pelo ex-vice-governador Tadeu Filippelli, preso e investigado por corrupção. "O Filippelli tem a denúncia, não tem condenação. Ele vai responder pelos seus processos. Está respondendo por um crime de corrupção, e não será nomeado no meu governo", declarou.
 
Medidas impopulares prejudicaram Rollemberg
Dois fatores explicam a vitória expressiva de Ibaneis, segundo o cientista político André Felipe Rosa. O primeiro é que é Rollemberg precisou adotar medidas impopulares ao longo do mandato, como aumento de impostos e ajuste nas contas públicas. "Essa pauta é impopular e não dá votos", disse Rosa.
 
Ibaneis, por outro lado, representa uma possibilidade de renovação, com pautas que se aproximam da população --por exemplo, quando promete regularizar terrenos em áreas públicas. Além disso, ao abrir mão do salário de governador, Ibaneis dá uma demonstração de que não depende da política para viver, segundo Rosa. "Essas promessas são bem recebidas pela população. Ele também defende uma pauta de valores, semelhante à de Bolsonaro. Isso valorizou bastante a campanha dele", disse.

Fonte: Da internet
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