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Publicado em 27/09/2018 08h27

Joaquim Roriz, ex-governador do Distrito Federal, morre aos 82 anos

Político governou a capital por quatro mandatos, e renunciou ao Senado para evitar cassação após escândalo da ‘Bezerra de Ouro’. Ele deixa mulher, três filhos e quatro netos.

Ouça o áudio:  Joaquim Roriz, ex-governador do Distrito Federal, morre aos 82 anos

O ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz morreu às 7h50 desta quinta-feira (27), após um choque séptico decorrente de complicações de infecção pulmonar. Ele tinha 82 anos. A informação foi confirmada pela família e pelos médicos.

Roriz estava internado no Hospital Brasília desde 24 de agosto, após sofrer um quadro de pneumonia e febre.

Nesta quarta (26), o quadro clínico do ex-governador piorou. Segundo familiares, ele sofreu um infarto à tarde e duas paradas cardíacas e respiratórias no fim da noite, além de enfrentar um quadro infeccioso. Nas primeiras horas da noite, um padre foi chamado para ministrar a extrema-unção, ligada à tradição católica.

Nos últimos anos, Roriz lidava com diversas doenças crônicas como diabetes, mal de Alzheimer, demência, hipertensão e insuficiência renal (veja detalhes abaixo). Ele deixa a mulher, Weslian, três filhas – Jaqueline, Liliane e Wesliane – e quatro netos.

 
Joaquim Roriz ao lado da mulher, Weslian, participam de missa campal em homenagem à Nossa Senhora Aparecida — Foto: Dida Sampaio/Estadão ConteúdoJoaquim Roriz ao lado da mulher, Weslian, participam de missa campal em homenagem à Nossa Senhora Aparecida — Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Joaquim Roriz ao lado da mulher, Weslian, participam de missa campal em homenagem à Nossa Senhora Aparecida — Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Roriz nasceu em 4 de agosto de 1936, em Luziânia (GO), e iniciou a carreira política na cidade goiana, onde foi vereador. Antes de iniciar a vida em Brasília, foi eleito deputado estadual (1978), deputado federal (1982) e vice-governador do estado de Goiás (1986). De 1987 a 1988, foi prefeito da capital, Goiânia, como interventor.

No mesmo dia em que deixou a prefeitura de Goiânia, em 17 de outubro de 1988, Roriz se tornou governador do Distrito Federal, indicado pelo então presidente do país, José Sarney. Na época, o DF não tinha o direito de eleger seu governador pelo voto direto.

Ele permaneceu no cargo até março de 1990, quando assumiu o Ministério da Agricultura nas duas primeiras semanas do governo de Fernando Collor. Nos quase 18 meses em que foi governador biônico do DF, ele foi acusado pelos adversários políticos de ter distribuído lotes a eleitores, já de olho na disputa direta pelo cargo em outubro de 1990.

Roriz voltou ao Palácio do Buriti em março de 1991 – desta vez, como o primeiro governador eleito da nova capital. A vice na chapa era Márcia Kubitschek, filha de Juscelino.

O político também foi eleito governador do Distrito Federal nas eleições de 1998 e 2002. Nesse período, inaugurou a primeira linha de metrô da capital federal e a Ponte JK, um dos principais cartões postais da cidade.

 
Imagem de arquivo do ex-governador Joaquim Roriz, em entrevista coletiva — Foto: Reprodução/TV GloboImagem de arquivo do ex-governador Joaquim Roriz, em entrevista coletiva — Foto: Reprodução/TV Globo

Imagem de arquivo do ex-governador Joaquim Roriz, em entrevista coletiva — Foto: Reprodução/TV Globo

 

Saúde

 

O quadro de saúde de Roriz era considerado grave há pelo menos um ano. Em agosto de 2017, o ex-governador amputou dois dedos do pé e, dias depois, a perna direita na altura do joelho. O procedimento foi motivado por complicações do diabetes, descoberto há 30 anos.

Roriz também sofria de insuficiência renal, que o obrigava a fazer hemodiálise todo dia, em casa. Nos últimos meses, o político era levado mensalmente a hospitais particulares do Lago Sul, para exames e monitoramento das funções vitais.

Em abril deste ano, Roriz voltou a ser internado em leito semi-intensivo – desta vez, com quadro de pneumonia. A situação se repetiu em agosto e, desde então, o governador não recebeu alta novamente.

Em fevereiro, laudo do Instituto Médico Legal confirmou que Roriz tinha quadros de “mal de Alzheimer em estágio avançado” e “demência vascular”. No documento, constava que o político não tinha esboçado reação nos testes de estado mental.


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