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Publicado em 18/06/2018 10h08

Análise: no empate da Seleção, desempenho foi pior do que o resultado

Um jogo de futebol é uma sequência de tomadas de decisões, e a seleção brasileira de dois anos para cá é marcada por acertar a grande maioria das escolhas.

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Um jogo de futebol é uma sequência de tomadas de decisões, e a seleção brasileira de dois anos para cá é marcada por acertar a grande maioria das escolhas. Um conjunto de ações equivocadas prejudicou a equipe na estreia da Copa do Mundo, no último domingo.

Considerar desastres o empate de 1x1 com a Suíça ou a dificuldade encontrada em boa parte do jogo é sinônimo de soberba. Os europeus perderam uma de suas últimas 17 partidas. Empataram com a Espanha no amistoso pré-Copa. É um time duríssimo de ser encarado, e o resultado é absolutamente aceitável, mas Tite prioriza desempenho, e poderia ser melhor.

A Seleção foi superior durante cerca de 30 minutos. Em parte do primeiro tempo e na reta final. O gol de Coutinho jogou as linhas para trás e baixou demais o ímpeto. Talvez por um excesso de confiança de um time que sofre pouquíssimos gols e sabe desgastar o rival.

Zuber empurrou Miranda no gol de empate, mas há outra série de ações a observar no lance: os posicionamentos do próprio zagueiro – defendido por Tite – e a decisão de Alisson de não sair na bola. Não é simples determinar o que ambos deveriam ter feito num lance exaustivamente treinado por qualquer equipe.

Único jogador a ter mudado seu posicionamento recentemente, Coutinho foi, novamente, o melhor em campo. Mas não conseguiu compensar a má jornada individual de seus companheiros. Willian e Gabriel Jesus erraram além da conta.

O camisa 9, por sinal, protagonizou uma cena curiosa: seu melhor momento na partida foram os instantes em que ele viu seu reserva, Firmino, pronto para substituí-lo. Foi como um despertador. Jesus driblou, girou, fez pivô, apareceu na área, e fez Tite pedir ao concorrente para se sentar. O lampejo durou pouco, e logo houve a substituição.

Neymar não jogou mal, mas nitidamente lhe faltou condição física – e, consequentemente, desenvoltura técnica – para executar as ações que tentou. Entender os limites de seu corpo e adaptar seu jogo a eles poderá ser fundamental ao craque. Quanto mais extenuado, mais Neymar tenta resolver com individualidades. Não é adequado.

Há quem tenha reclamado da falta de ousadia nas substituições de Tite, mas sua primeira mudança foi para não sofrer gols. Casemiro, em outra boa atuação, levou cartão amarelo ao corrigir com falta um erro de Willian, e a transição rápida da Suíça após roubar bolas não permitiria ao Brasil ter seu homem de marcação pendurado.

Com Renato Augusto no lugar de Paulinho, o técnico tentou retomar controle num meio-campo que teve três suíços como líderes em distância percorrida no jogo: Dzemaili (11,2km), Zuber e Xhaka (11,1km). Só um brasileiro correu mais do que 10 quilômetros: Coutinho (10,8km).

O Brasil precisa manter exatamente tudo o que foi bem planejado ao longo dos últimos meses, e Tite não deve se fechar a possíveis mudanças. Até porque elas são comuns durante a Copa do Mundo. Empatar com a Suíça não é condenável, mas na estreia, o resultado foi até melhor do que o desempenho.

 

Fonte: Da internet
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