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Publicado em 04/04/2018 10h18

O que se sabe sobre a mulher apontada como responsável por ataque na sede do YouTube

Nasim Aghdam, que teria cometido suicídio no local, se apresentava como atleta, ativista, comediante, modelo e poeta, entre outras coisas, e acusava plataforma de intervir para que seus vídeos tivessem menos visualizações.

Ouça o áudio:  O que se sabe sobre a mulher apontada como responsável por ataque na sede do YouTube

 

Imagem da internet

 

Uma atleta vegana e a mais conhecida e famosa ativista dos direitos dos animais na Pérsia, promovendo o veganismo e o estilo de vida saudável e humano".

Era com essas palavras que a californiana de origem iraniana Nasim Aghdam, de 39 anos, se descrevia no YouTube, plataforma onde mantinha ao menos quatro canais de vídeos sobre as bandeiras que defendia, muitos deles exibindo o que via como crueldade com animais. Desde terça-feira, porém, os canais não estão mais disponíveis. Apenas parte do conteúdo, postado em um site.

Aghdam é apontada como principal suspeita de ter atirado e ferido três pessoas na sede do YouTube em San Bruno, no norte da Califórnia, na tarde de terça-feira. Entre os feridos, uma mulher de 32 anos e um homem de 36 estariam em estado grave.

A suposta atiradora, por sua vez, foi encontrada morta após aparentemente ter cometido suicídio.

Houve rumores de que uma das vítimas seria seu namorado, mas a polícia afirmou que até o momento não havia evidências de que ela conhecia as pessoas atingidas ou de que tivesse alvos específicos no local do tiroteio.

 

Motivos

 

Possíveis motivos do ataque ainda são investigados.

Seu pai, identificado pela mídia local como Ismail, teria declarado, porém, que ela estava com raiva porque o YouTube parou de pagar por seus vídeos.

Em muitos de seus vídeos, Nasim aparece séria, faz exercícios físicos e protesta contra o que considera crueldade com animais (Foto: Reprodução/BBC)

Em muitos de seus vídeos, Nasim aparece séria, faz exercícios físicos e protesta contra o que considera crueldade com animais (Foto: Reprodução/BBC)

Vídeos postados na plataforma podem receber dinheiro por anúncios vinculados, mas o YouTube pode "desmonetizar" os canais por vários motivos, retirando os anúncios. Não está claro, porém, se isso ocorreu com os conteúdos postados por Aghdam.

Seu pai afirmou que ela havia sido registrada como desaparecida na segunda-feira, após dois dias sem atender ligações.

Horas depois, a polícia a encontrou dormindo em seu carro em Mountain View, 25 km ao sul dos escritórios do YouTube em San Bruno, e informou à família.

A mídia local publicou que seu pai teria advertido a polícia de que ela poderia ir até a empresa porque "odiava o YouTube".

 

Críticas

 

Em janeiro de 2017, Aghdam acusou o YouTube de discriminação e criticou a plataforma por supostamente filtrar suas postagens.

"O YouTube filtrou meus canais para impedir que obtivessem visualizações!", escreveu na página em que reúne seu conteúdo online. E acrescentou: "Vídeos de usuários 'marcados' são filtrados e simplesmente rebaixados, para que as pessoas mal possam vê-los".

Aghdam também ressaltou que "não há oportunidades iguais de crescimento no YouTube ou em qualquer outro site de compartilhamento de vídeos". "Seu canal só crescerá se eles quiserem que cresça !!!!!", complementou.

 
Foto mostra Nasim Najafi Aghdam, que fez disparos na sede do YouTube, na Califórnia  (Foto: Departamento de Polícia de San Bruno via AP)Foto mostra Nasim Najafi Aghdam, que fez disparos na sede do YouTube, na Califórnia  (Foto: Departamento de Polícia de San Bruno via AP)

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