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Publicado em 17/01/2018 08h35

Waack: ceder à gritaria é ruim sob qualquer perspectiva

"Claro que um pensamento racista não pode ser considerado como piada", diz o jornalista William Waack, após ser questionado quando uma piada se transforma em um pensamento racista;

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"Claro que um pensamento racista não pode ser considerado como piada", diz o jornalista William Waack, após ser questionado quando uma piada se transforma em um pensamento racista. Ele foi demitido da Globo após o comentário "é coisa de preto". "Piada é aquilo dito sem intenção de ofender, sem ser dirigida a ninguém em particular, num ambiente privado, cochichado até. Piada é piada", disse ele durante entrevista concedida ao jornal Folha de S. Paulo.

Ao falar sobre o artigo em que faz um autocrítica, ele diz ter dito que "a revolução digital coloca empresas tradicionais em situação complicada, diante de desafios difíceis: Não foram apenas grupos identitários, mas grupos políticos organizados também. A questão não é o que eles defendem, mas, sim, como empresas grandes na era da revolução digital encontram equilíbrio diante da contestação que sofrem através de redes sociais".

Ao comentar sobre como os meios de comunicação devem enfrentar esse fenômeno sem ter seus interesses comerciais afetados pela ação desses grupos, Waack disse que "interesses comerciais são legítimos, e os defendo". "Para lidar com esse desafio são necessários visão estratégica e coragem para enfrentar momentos adversos, como a contestação ao papel dos próprios veículos. Acho que ceder à gritaria é ruim sob qualquer perspectiva em qualquer lugar, especialmente num período de crise política e rápidas transformações, como vivemos", continua.

Waack afirmou nunca ter testemunhado alguma manifestação racista no ambiente familiar. "Não, nunca fui testemunha nem participei de qualquer manifestação racista na minha vida. Quando menino, minha mãe tinha de trabalhar fora e me deixava com a Guilhermina, uma senhora negra que praticamente ajudou a me criar e de quem me lembro até hoje com enorme carinho". "Não acredito que a questão do racismo seja uma questão de gerações. É uma questão de princípios universais, que eu sempre defendi: os da dignidade e direitos humanos", continua.

O jornalista disse não se lembrar em que contexto surgiu o comentário. "Não me lembro até hoje, nem do que meu colega e eu falávamos nem do que foi o 'detonador' do comentário. O fato é que dali de cima daquele prédio nem conseguíamos ver quem estava buzinando", acrescenta.


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