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Publicado em 27/10/2017 10h49

Usuários regulares de maconha fazem mais sexo, diz estudo

O consumo da maconha ainda é considerado tabu, e muitos médicos alertam sobre os riscos à saúde, incluindo o impacto da droga sobre o desejo e a performance sexual

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O consumo da maconha ainda é considerado tabu, e muitos médicos alertam sobre os riscos à saúde, incluindo o impacto da droga sobre o desejo e a performance sexual, mas segundo um grupo de pesquisadores da Universidade Stanford, as evidências mostram que os usuários regulares da cannabis fazem mais sexo.

"O uso frequente da marijuana não parece prejudicar a motivação ou o desempenho sexual", afirmou Michael Eisenberg, professor assistente de urologia em Stanford e coautor do estudo publicado nesta sexta-feira no periódico “Journal of Sexual Medicine”. "Em qualquer caso, está associado com um aumento da frequência do coito".

A pesquisa analisou dados de mais de 50 mil americanos, com idades entre 25 e 45 anos. Eisenberg ressaltou, contudo, que não foi estabelecida uma conexão causal entre o uso da maconha e a atividade sexual, apenas uma constatação estatística.

"A tendência geral é aplicada a pessoas de ambos os sexos e todas as raças, idades, níveis educacionais, religiões, classes de renda, estados de saúde, se eram casados ou solteiros ou se tinham ou não filhos", pontuou o pesquisador. "O uso da maconha é muito comum, mas seu uso em larga escala e associação com a frequência sexual não havias sido estudados de forma científica."

De acordo com o Instituto Nacional sobre Uso de Drogas dos EUA, mais de 20 milhões de americanos adultos são usuários de maconha, e com a legalização para uso medicinal ou recreativo em 29 estados, esses números estão avançando. E a relação da droga com o sexo é ambígua: experimentos relatam disfunção erétil em usuários intensos e a redução na contagem de esperma; por outro lado, pesquisas indicam que a cannabis estimula a atividade em regiões cerebrais envolvidas com o desejo sexual.

Para determinar os efeitos da maconha sobre o sexo, Eisenberg e Andrew Sun, residente em urologia em Stanford, recorreram à Pesquisa Nacional de Crescimento Familiar, conduzido pelos Centros Nacionais de Controle e Prevenção de Doenças. Entre os dados coletados estão o número de vezes que os entrevistados fizeram sexo nas últimas quatro semanas e a frequência de uso da maconha nos últimos 12 meses.

Os pesquisadores compilaram dados coletados em todos os anos desde 2002, na faixa etária entre 25 e 45 anos. Foram analisadas informações de 28.176 mulheres e 22.943 homens, sendo 14,5% delas responderam fazer uso da maconha, assim como 24,5% dos homens. Os resultados indicaram uma associação positiva entre as frequências do uso da maconha e as relações sexuais.

Entre as mulheres, as que responderam não terem usado maconha tiveram em média 6 relações sexuais nas quatro últimas semanas antes da pesquisa, já entre as usuárias regulares da droga a média foi de 7,1 transas. Entre os homens, as médias foram de 5,6 para não usuários e 6,9 para usuários diários. Dessa forma, os usuários de maconha têm, em média 20% mais relações sexuais que abstêmios.

Existem outras variáveis que podem influenciar a atividade sexual, como a tendência de os usuários de maconha serem mais desinibidos e, dessa forma, mais propensos ao sexo. Entretanto, diz Eisenberg, é provável que exista um papel ativo da maconha na busca por sexo, mas os dados não devem ser mal interpretados como sendo uma prova de uma conexão causal.

"Não diz que se você fumar mais maconha, fará mais sexo", alertou o pesquisador.

Fonte: Da internet
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