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Publicado em 04/08/2017 14h57

10 avanços e 1 promessa da técnica que edita DNA contra doenças

Na mais recente pesquisa com uso de Crispr, pesquisadores conseguiram evitar doença cardíaca hereditária.

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Imagem da internet

 

Nos cinco anos após a primeira publicação a respeito, a técnica de edição genética conhecida como Crispr permitiu alguns avanços importantes: eliminou o HIV e outras doenças em camundongos, foi usada em pesquisas contra o câncer em humanos, criou porcos mais resistentes.

A técnica é chamada de "revolução" por publicações de prestígio como a "Science". É revolucionária porque os cientistas podem "recortar" e mudar tudo o que desejam dentro do código genético, responsável por nossas características e doenças hereditárias, e de forma precisa e barata -- tão acessível que escolas dos EUA já receberam kits de Crispr para editar DNA dentro da sala de aula.

Essa facilidade trouxe, no entanto, um debate ético: até onde podemos mexer na genética dos seres vivos, resultado de bilhões de anos de evolução?

Em janeiro deste ano, a FDA, órgão dos Estados Unidos similiar à Anvisa no Brasil, publicou um texto nomeando as pesquisas em andamento liberadas: tratamento de HIV, câncer ou doenças raras; controle ou alteração de micro-organismos que causam doenças infecciosas, como vírus da zika e seus vetores; melhoria do bem-estar de animais produtores de alimentos, como a criação de resistência à doenças; e a alteração de traços específicos de plantas alimentares ou fungos.

Com isso, a criação de "humanos transgênicos" fica barrada nos Estados Unidos, e isso acaba servindo como referência também para o restante do mundo.

G1 listou os 10 importantes avanços feitos pelos cientistas com o Crispr:

 

1. Cura de condição hereditária

Sequência de imagens mostra o desenvolvimento de embriões após injeção de uma enzima de correção de genes e esperma de um doador com uma mutação genética conhecida por causar cardiomiopatia hipertrófica. (Foto: Nature/OHSU)

Sequência de imagens mostra o desenvolvimento de embriões após injeção de uma enzima de correção de genes e esperma de um doador com uma mutação genética conhecida por causar cardiomiopatia hipertrófica. (Foto: Nature/OHSU)

Nesta quarta-feira (2), a revista "Nature" mostrou que pela primeira vez os cientistas conseguiram modificar genes defeituosos em embriões humanos e evitar uma condição cardíaca hereditária. A pesquisa gerou embriões saudáveis, que sem a edição genética teriam desenvolvido a cardiomiopatia miotrófica -- doença que dificulta o bombeamento do sangue pelo coração.

2. HIV em animais

 

Em abril de 2016, o periódico "Cell Reports" avaliou que a técnica precisava de ajustes para evitar a ação do vírus da Aids, com sua alta capacidade de mutação. Mais de um ano depois, em maio de 2017, a revista “Molecular Therapy” publicou que cientistas da Universidade Temple, na Filadélfia, conseguiram editar o código e evitar que o vírus continuasse a se replicar em animais. Os cientistas trabalham para aplicar a técnica em humanos e, quem sabe, achar a cura do HIV.

3. Câncer em humanos

 

Em outubro de 2016, os chineses injetaram pela primeira vez em seres humanos genes editados com o Crispr. Um time da Universidade de Sichuan inseriu as células modificadas em um paciente com um tipo agressivo de câncer de pulmão -- uma proteína foi desativada com a ajuda do recorte do DNA, justamente a que é usada para a proliferação do câncer.

 

4. Diabetes em camundongos

 

Pesquisadores da Universidade de Chicago fizeram um enxerto de pele em camundongos para secretar o hormônio regulador de glicose no sangue. De acordo com o artigo, o mecanismo conseguiu equilibrar os níveis de glicose no sangue dos roedores durante quatro meses e reverteram a resistência à insulina. O estudo foi publicado nesta quinta-feira (3), na revista "Cell Stem Cell".

 

5. Órgãos humanos

 

Nos Estados Unidos, cientistas criaram órgãos humanos em porcos para a realização de transplantes. Isso ocorre em duas etapas: primeiro, os especialistas removem o gene de um embrião de suíno recém-fertilizado e que levaria ao desenvolvimento do pâncreas. Depois, as células-tronco humanas são injetadas dentro do embrião do animal. Com isso, o órgão humano se desenvolve dentro do porco e depois pode ser retirado para uma possível cirurgia.

 
Células-tronco humanas são injetadas em embriões de porco - as células podem ser vistas no tubo à direita  (Foto: Ross/UC Davis)Células-tronco humanas são injetadas em embriões de porco - as células podem ser vistas no tubo à direita  (Foto: Ross/UC Davis)

Células-tronco humanas são injetadas em embriões de porco - as células podem ser vistas no tubo à direita (Foto: Ross/UC Davis)

 

6. Edição do RNA

Fonte: Da internet
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