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Publicado em 20/03/2017 16h42

Presidente do STF diz que quer voltar a dar aula de direito

A Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia Rocha, disse nesta segunda-feira (20), em Belo Horizonte, que gostaria de voltar a dar aulas conciliando com o exercício da presidência do STF.

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A Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia Rocha, disse nesta segunda-feira (20), em Belo Horizonte, que gostaria de voltar a dar aulas conciliando com o exercício da presidência do STF. A declaração foi dada durante uma aula inaugural na Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), na capital mineira, de onde é professora licenciada.

Após a palestra, o reitor Dom Joaquim Mol disse que havia combinado com a ministra, que ela voltaria ao quadro docente da Faculdade de Direito quando deixasse o Supremo.

Em resposta, a ministra contou de seu desejo de voltar às salas de aula “antes do combinado”. Segundo Cármen Lúcia, seria possível conciliar o trabalho na presidência do STF com viagens a Belo Horizonte para dar as aulas.

Cármen Lúcia disse que fez 16 viagens a Espinosa, no Norte de Minas Gerais, se referindo à fase em que seu pai, Florival Rocha, esteve mais doente. Ela ainda revelou que, nos últimos 40 dias, este desejo de conciliar a magistratura com o STF ficou mais evidente e que ela gostaria de voltar à PUC Minas mesmo sem deixar a presidente do Supremo. O pai da ministra morreu no dia 9 de fevereiro deste ano.

Durante a palesta, a ministra disse que o acesso da população brasileira ao Judiciário está em descompasso com a estrutura da Justiça. A ministra ressaltou que, atualmente, são 80 milhões de processos no país para serem julgados e que não há juízes suficientes para tanto – o que impacta na vida dos 204 milhões de brasileiros. “Deveria estar em compasso com a sociedade, mas não está”, disse.

Segundo Cármen Lúcia, a Justiça cumpre as leis e que em quase 29 anos mais de 100 emendas foram realizadas. Ela ressaltou que há 61 mil processos para serem julgados pelo STF e que 1,5 mil deles estão sob a relatoria dela.

A ministra ainda defendeu o cumprimento da Constituição, a liberdade de imprensa e a participação dos cidadãos. “O direito à vida e à dignidade está garantido pela Constituição. (...) Sem a participação dos cidadãos não teremos democracia plena”, disse.

Em frente à PUC Minas, algumas pessoas estavam com faixas com questionamentos sobre o papel do STF e em protesto contra impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Durante a aula inaugural, a ministra disse que ao chegar ao campus ouviu dos manifestantes para que os julgamentos no STF não terminassem em pizza. Cármen Lúcia destacou que esse tipo de manifestação é legítimo e inerente a um país democrático, em que todos podem se expressar.

 

Fonte: Da internet
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