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Publicado em 23/02/2017 11h01

Saiba por que o consumidor ainda não sente no bolso o juro menor

Quatro meses depois que o Banco Central começou a reduzir a taxa básica de juros da economia, os maiores bancos do país ainda não repassaram para os consumidores o custo menor do dinheiro.

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Quatro meses depois que o Banco Central começou a reduzir a taxa básica de juros da economia, os maiores bancos do país ainda não repassaram para os consumidores o custo menor do dinheiro.

Nesta quarta-feira (22), o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central anunciou novo corte na taxa Selic, reduzindo-a para 12,25% ao ano —mesmo patamar em que estava no início de 2015.

Mas os reflexos desse movimento ainda não foram sentidos pelos consumidores na contratação de novos empréstimos, embora os bancos tenham anunciado em janeiro e novamente nesta quarta que repassariam o juro menor.

ALTA

Dados do Banco Central mostram que, na média, os juros continuam subindo quando comparados com outubro, quando se iniciou o atual ciclo de corte de juros.

O motivo é o aumento do risco de calotes, com o desemprego em alta e sinais de que a recuperação da economia será lenta e pouco vigorosa.

"O custo de captação [dos bancos] cai, mas o repasse não é feito imediato, porque os bancos buscam otimizar sua margem de lucro", diz João Augusto Salles, economista da consultoria Lopes Filho.

Os bancos ganham com o spread, que é a diferença entre o que pagam para captar dinheiro e o que cobram para emprestar aos clientes.

No último ano, os bancos separaram fatia maior de suas receitas para se proteger contra calotes. Isso aumentou os seus custos, o que contribuiu para impedir a redução das taxas que cobram.

"Com a economia em recessão e empresas em recuperação judicial, os bancos fazem de tudo para não perder mais crédito. Se o risco de não receber aumenta, aumentam os juros de quem consegue pagar", diz José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator.

PRESSÃO

No último mês, três dos cinco maiores bancos do país reduziram a taxa do rotativo do cartão de crédito, em linha com a pressão do governo para reduzir o custo da linha de crédito emergencial, a mais cara do sistema financeiro.

Pelas regras que entram em vigor em abril, o consumidor não poderá ficar por mais de um mês no rotativo.

Outras linhas também estão no radar: o cheque especial, cujas taxas só perdem para o rotativo, é o novo alvo.

Nos bastidores, o governo diz que toma medidas para reduzir custos dos bancos, como a simplificação do compulsório —fatia de recursos dos clientes que as instituições são obrigadas a depositar no Banco Central. Esse dinheiro não é remunerado.

Publicamente, os executivos dos bancos afirmam que isso ainda é pouco.

Nesta semana, Sérgio Rial, presidente do Santander, disse que o custo dos empréstimos é alto porque metade do crédito no país é destinado obrigatoriamente a financiamento imobiliário e à agricultura, com taxas limitadas, o que impede a concorrência entre os bancos.

"Alguém determinou o que os cinco grandes bancos têm que fazer e não foram eles."

Enquanto bancos e governo negociam, a expectativa é que as taxas só caiam com uma retomada da economia.

"Os bancos até têm dinheiro para emprestar, mas as empresas boas não procuram crédito e as ruins não aceitam as taxas de juros", afirma Claudio Gallina, da Fitch.

Fonte: Da internet
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