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Publicado em 24/11/2016 11h55

Greve afeta universidades federais e estaduais no Brasil, diz sindicato

Sindicato diz que greve afeta rotina de mais de 30 instituições. Reação à PEC 55 e à reforma do ensino médio já tinham provocado ocupações de escolas.

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Professores universitários das redes federal e estadual em mais de 30 instituições de ensino superior entraram em greve nesta quinta-feira (24), de acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). Além dessas, nas quais já foi deflagrada a greve, há outras instituições com indicativo de paralisação.

"O quadro muda constantemente. O número de instituições tende a aumentar, porque estão ocorrendo rodadas de assembleias", relata Alexandre Galvão, secretário-geral do Andes. Até a noite de quarta-feira (23), o Andes afirmou que eram 36 instituições afetadas - nesta manhã, o número passou a ser de 32. A definição, de acordo com o sindicato, ocorrerá até o fim desta quinta-feira (24), quando será divulgada uma lista atualizada com os nomes dos locais em greve.

Procurado pelo G1, o MEC informou que "estranha que a pauta que justifica a deflagração da paralisação em algumas universidades federais seja baseada em falsas premissas". O MEC não informou quantas unidades são afetadas por greve ou protestos no país (leia mais abaixo).

De acordo com o Andes, o movimento é contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/2016, que limitaria os gastos públicos à variação da inflação pelos próximos 20 anos, e contra a Medida Provisória (MP) 746/2016, que institui a reforma do ensino médio. A reação às duas medidas levou ainda a uma série de ocupações de escolas que chegou a provocar o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Levantamento do G1 aponta que, desde outubro, greve de servidores técnicos administrativos afetam a rotina de instituições federais pelo país. Neste mês, o movimento ganhou apoio de docentes (veja mais detalhes abaixo).

 

Posicionamento do sindicato

 

O sindicato diz que a greve é a primeira desde 2003 que reúne tanto professores das redes federal e estadual de ensino superior. "A nossa indicação é por uma greve que realize atividades públicas (...) para explicar os riscos que a PEC 55 e a MP 746 representam para a Educação Pública em todos os níveis”, explica Eblin Farage, presidente do ANDES-SN.

Os grevistas afirmam que a PEC, caso seja aprovada, "limitará o orçamento das instituições e colocará em risco o pleno desenvolvimento de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão." O Andes lembra ainda que reitores já manifestaram que o corte nos recursos deverá inviabilizar o funcionamento das instituições nos próximos anos.

 

MEC rebate grevistas

 

O MEC afirma que respeita o direito de greve de qualquer categoria, mas que "estranha que a pauta que justifica a deflagração da paralisação em algumas universidades federais seja baseada em falsas premissas". De acordo com o ministério, a PEC 55 não vai prejudicar as condições de trabalho e a carreira dos docentes.

Em nota, o MEC atribui à gestão anterior (governo Dilma/Mercadante) o corte de recursos no orçamento da educação. Segundo a pasta, houve na atual gestão o "pagamento de reajuste de 10,77% no salário dos próprios professores e de técnicos das universidades e institutos", apesar da "crise econômica".
 

PARAÍBA


Professores e servidores técnico-administrativos do Instituto Federal da Paraíba, em Campinha Grande, iniciaram greve em 14 de novembro. Os professores do campus da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) que fica em Cajazeiras, no Sertão paraibano, decretaram greve na teça-feira (22).

 

 

 

Fonte: G1
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