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Publicado em 25/10/2016 07h45

Cheque especial, que tem juros de 320% ao ano, é cada vez mais usado

Apesar da taxa de juros do cheque especial passar de 300% ao ano, muitos brasileiros acabam optando por esse crédito na hora do desespero.

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Aumentou o número de pessoas que recorrem ao cheque especial para fechar o orçamento.

Fácil, fácil. Não precisa ir ao banco, conversar com o gerente e preencher papelada. É um crédito que já vem pré-aprovado: com base no seu perfil e na sua renda, o banco já deixa um valor liberado na sua conta.

Mas tanta facilidade tem um preço bem alto. O Banco Central registrou em agosto um recorde histórico da taxa de juros do cheque especial: 321% ao ano, média de 13% ao mês.

"Uma taxa de juros com o tempo impagável, eu diria. Dependendo do montante que você tenha contratado no mercado isso se torna impagável porque são juros compostos", diz Marcos Antônio de Camargos, professor de finanças do IBMEC.

No sufoco, pouca gente faz as contas. Para ter ideia de quanto pode custar caro esse empréstimo, o Jornal da Globo fez uma simulação: se o cliente do banco usar R$ 1000 do cheque especial, depois de um ano ele vai dever os R$ 1000 mais R$ 3334,52 só de juros. As taxas do cheque especial só perdem para as taxas do cartão de crédito.

Mesmo assim, o volume de empréstimos de cheque especial só está crescendo.  E não é só pessoa física. Com a crise e a dificuldade de acesso a linhas de financiamento, muita gente viu no cheque especial a saída para salvar a empresa. O microempresário Luiz Espinosa está devendo R$ 15 mil. "Acabei ficando com restrições com clientes, fornecedores devido à falta de serviço e de pessoas que estão buscando o meu serviço", ele conta.

Em Belo Horizonte, uma associação de donas de casa está dando até aulas de educação financeira, ensinando como escapar das armadilhas do crédito fácil...e caro.

"As pessoas criaram um grande buraco, onde se colocaram e não conseguem sair", explica Solange Medeiros, coordenadora institucional do Movimento Donas de Casa.


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